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sexta-feira, 14 de março de 2014

Doutores e pescadores - Jayme Fucs Bar


É muito comum no Brasil que alguém como forma de respeito chama o outro de "Doutor",geralmente pessoas que se consideram "simples" e valoriza o outro por seu " grande conhecimento ".
Esse tema me fez chamar atenção de uma linda história que contou Paulo Freire antes de ele ser reconhecido como um grande pedagogo.
Se conta que dava aula de alfabetização numa aldeia de pescadores e as pessoas o chamava de Doutor por ele ter uma sabedoria que os demais pescadores não tinham.
Um dia quando ele estava dando aula, Os alunos o chamaram atenção!
" Doutor Paulo Freire, é melhor o Doutor ir para casa que vai cair um temporal danado!"
Ele olhou para o céu e viu um dia claro com muitas nuvens, mais sem um sinal de chuva e pensou " Essa gente inventa coisas mesmo!"
Passou uma hora depois e o céu ficou todo escuro e caiu um temporal que ele não pode voltar para casa.
No dia seguinte ao entrar na sala de aula perguntou " Como vocês sabiam que ia cair um temporal?"
Eles responderam " Há é muito simples Doutor! Quando tem ventos forte sudoeste e muitas gaivotas voando nesta direção é sempre sinal de temporal"
Para Freire esse foi o momento que mudou o rumo de sua vida como educador, o fez entender que todas as pessoas têm um tipo de conhecimentos todos nos somos sábios em alguma coisa!
Freire para dar um sentido maior a essa particular situação pedagógica faz um desafio aos seus alunos.
" Eu farei 10 perguntas de minha sabedoria que vocês terão que responder!"
"Vocês farão 10 perguntas da sabedoria de vocês que eu terei que responde."
Freire o perguntou: "Que foi Sócrates? "
Todos riram pois não sabiam responder!
Eles perguntaram a Freire:
"Que período é a pesca dos camarões?"
Freire riu pois não sabia responder.
Freire nos ensina que todos nos somos "Doutores" em alguma coisa! E com certeza cada um tem muito que aprender com o outro.
A grande sabedoria de Freire não foi os seus anos de estudo de direito e depois como professor de alfabetização, mais sim a sua capacidade humana de entender que sua "sabedoria" era muito limitada, ele não era melhor que os pescadores e seu grande saber foi aprender a compreender a ter dignidade e respeito sobre o saber do outro.
O que é o conhecimento?
Essa é uma grande questão!
Médicos, professores, acadêmicos, lideranças religiosas, cientistas são com certeza seres com muito conhecimentos, mais como qualquer seres humanos são pessoas limitadas e muito limitados mesmo!
Ter certos conhecimentos não quer dizer que somos donos de verdades!
Quando minha falecida esposa estava num processo avançado no tratamento de câncer no hospital Hadassa de Jerusalém, nas mãos de uma das maiores especialistas no tratamento de leucemia do mundo, a doutora depois de usar todo o seu recurso e saberes nos declarou.
" Com todo o meu conhecimento de anos de estudo e pesquisa ainda estou muito limitada"
Sua franqueza nos tirou de um lado a esperança que seus "conhecimentos" a curaria do câncer, porém sua grandeza foi o seu lado humano que não nos deixar a cair no erro das ilusões.
Edgar Morin em seu livro os setes saberes necessários para educação no futuro nos alerta sobre o que é conhecimento!
" O ensino fornece conhecimento, fornece saberes. Porém, apesar de sua fundamental importância, nunca se ensina o que é, de fato, o conhecimento. Ao examinarmos as crenças do passado, concluímos que a maioria contém erros e ilusões."
Todos nos temos um tipo de conhecimento! Crenças, idéias, pensamentos, religiões e visão de mundo ,que estão constantemente vivendo erros e ilusões!
Temos que ter muita consciência que esses conhecimentos são extremamente importantes e validos na vida mais são conhecimentos ainda muito limitados. Vivemos no erro da ilusão onde pensamos que sabemos tudo, mais na verdade ainda pouco sabemos sobre nossas vidas e o mundo que nos rodea.
O grande desenvolvimento do conhecimento humano é um fato indiscutível e as proezas tecnológicas é deslumbrante, mais é nada mais que uma pequena partícula do que vem a ser o segredo oculto existente em nossas vidas e em nosso mundo.
O grande conhecimento e ser consciente das limitações de nossos conhecimentos de nossas "verdades"!
Eu acredito no que acredito!
Mais minha crença está muito limitada de ser uma verdade absoluta! Tenho consciência de minha limitação humana.
Sempre quando me perguntam.
"Por que judeus colocam Kipa se não está escrito na Torá?"
Eu respondo! "É para lembrar aos rabinos que eles não são Deuses e sim seres humanos de fraquezas e limitações. "
Saber de nossas limitações e fraquezas é uma forma de sabedoria, onde você complementa o seu vazio na sabedoria do outro e outro na sua sabedoria!
Exatamente como fez Paulo Freire, ao aprender através de sua limitação o grande valor que tem na sabedoria dos pescadores.

sábado, 23 de maio de 2009

Educação para uma identidade humanizada

Educação para uma identidade humanizada
Jayme Fucs Bar – Jerusalém Maio 2009

"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo".Paulo Freire

Acredito que a Educação tem como missão central, conscientizar pessoas para uma ação pedagógica; ação pedagógica de respeito à vida, respeito à natureza e à integridade humana.
O respeito à vida, à natureza e à integridade humana deverá ser o elo máximo que unifica os seres humanos neste planeta, independente de que cada um de nós estejamos caracterizados por um variado âmbito de identidades específicas:culturais, religiosas, nacionais; estruturas sociais, identidades sexuais, raças, etnias diferentes.
Devemos educar para a compreensão dessa identidade humana como forma de ajudar a promover a humanização do ser e do planeta, principalmente nestes momentos de grandes convulsões econômicas, ecológicas, religiosas, políticas e sociais, que afligem todos nos seres humanos.
Frei Beto muito bem disse “Uma rosa é uma rosa. Ninguém discorda. No entanto não há consenso de que uma pessoa é uma pessoa. Nazistas negam a judeus o direito à vida, assim como há judeus que se julgam superiores aos árabes, e árabes que assassinam cristãos que não comungam com suas crenças, e cristãos que excomungam espiritualmente judeus, muçulmanos, comunistas, homossexuais e adeptos do candomblé.”

Talvez nesse novo processo onde a cultura, a economia, as comunicações, e os pensamentos, estão se transformando numa simbiose global, e os conceitos de nações e de pátrias, estão enfrentando novos desafios, poderia a globalização ser um exemplo vivo de transformação dessas identidades específicas para a priorização de uma identidade humana.

Para que isso aconteça necessitamos inserir nesta sociedade globalizada, o conceito de Luis Razeto "sociedade global solidária" e mais justa, para que se possa criar de fato o sentido de pertinência à uma identidade humana mais homogênea, onde as dimensões étnicas, religiosas e nacionais ficariam minimizadas e muitas vezes anuladas, dentro da amplitude de uma sociedade global voltada para a humanização do ser e do planeta.
Entretanto a globalização não está conseguindo congregar um processo de formação e fortalecimento das identidades humanas como base para construir valores de solidariedade, respeito, e coexistência mútua. Ao contrário!
A globalização vem funcionando como um fator de modelação de uma nova identidade ideológica, que não tem como objetivo socializar seres humanos e integrá-los em uma sociedade solidária, justa e globalizada.
A globalização neste momento funciona maravilhosamente para criar uma identidade individualizada que atenda as necessidades do mercado, do lucro, onde ela se transforma numa poderosa ferramenta para ampliar a ganância, as guerras, a corrida atômica, o consumo e a competição entre indivíduos.Esta realidade global está cada vez mais, criando novas identidades de excluídos.

Excluídos sociais, excluídos ecológicos, excluídos do direito à educação, à saúde, à moradia e ao bem-estar social, excluídos do direito á água, ao ar, ao mar,aos rios não poluídos.
“Excluídos há e por todos os lados: pobres, desempregados,“inempregáveis”,sem-teto, mulheres, jovens, sem-terra, idosos/as, negros/as, pessoas com necessidades especiais, imigrantes, analfabetos/as, índios/as, meninos/as de rua... A soma das minorias acaba sendo a minoria maioria.”
(Pablo Gentile, Educar na esperança em tempos de desencanto, 2005 p. 31-32)
Será possível transformar o mundo, trasformar as pessoas ?

Sim! Eu pessoalmente acredito que seja possível! Mais para isso é necessário neste momento, fazer a revolução da conscientização humana. Revolução da conscientização humana é colocar o conceito de que o ser humano é o centro de todas as nossas manifestações, independente de nossas origens culturais, nacionais, religiosas, étnicas e sociais.

Devemos educar para o conceito onde devemos dizer "Sou um ser Humano antes de tudo", antes de ser judeu,brasileiro e israelense "sou um ser humano"! Minha lealdade máxima deverá ser sempre à esse conceito do homem como centro.

Estou aprendendo a me conscientizar com este conceito através de atos e diálogos simples com outros humanos, principalmente com aqueles que são de origens culturais, religiosas e nacionais " diferentes" da minha, Como um bom exemplo de aprendizado que tenho com um amigo beduíno, onde somos muitíssimo diferentes em nossas caracterizações culturais específicas, ele se define como beduíno, muçulmano, árabe, palestino e israelense.
Em nossas relações o que temos em comum e o que nos unifica é essa consciência de nossa identidade humana. Essa identidade se manifesta por coisas simples da vida, de nosso dia a dia como as festividades, as alegrias, a família e também as tristezas.

O dialogo se passa através do respeito mútuo e principalmente em saber não julgar que as suas manifestações culturais, religiosas e nacionais sejam melhores ou mais corretas do que a do outro.
Uma simples e sábia filosofia é colocar sempre o contexto humano como fator principal de nossas identidades, superando as nossas diversas identidades específicas.
Ter uma consciência da identidade humana e o que nos unifica e o que nos faz ser responsáveis uns pelos outros e não as nossas identidades específicas.
Identidades específicas criam sempre o abismo de nossas diferenças.
Pessoalmente defino essa identidade humana como definiu Freire " A identidade do ser inacabados, incompletos" e imperfeitos onde estamos numa constante busca para entender o que vem a ser nossa essência como seres humanos”.

Acredito que para transformar essa difícil realidade do planeta com suas guerras, suas violências, suas destruições ecológicas, necessitamos realizar a “Revolução da Consciência Humana”. Isso poderá acontecer somente no ato de que cada um realize uma mudança radical em sua própria forma de se relacionar com o "diferente".

Conscientizar da sua própria identidade humana ė colocar essa identidade como fator principal em nossas vidas, independente de nossas culturas, religiões ou nacionalidades.
A revolução da consciência da identidade humana poderá nos instrumentar para efetivar uma ação social e ecológica ampla para ajudar aos seres humanos a saírem do seu conformismo e acreditar que seja possível lutar para criarmos uma sociedade humana diferente,consciente do perigo de um possível holocausto social, atômico e ecológico.
Somente uma revolução da consciência da identidade humana, poderá ajudar a criar uma visão de mundo de esperança,para criar uma nova cultura humana, uma sociedade humana possível de se auto superar de uma ameaça quase eminente de auto destruição.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Educação Formal e não Formal


Educação Formal e não Formal
Dentro do contexto da sociedade Israelense

Jayme Fucs-Bar - 1994


Conceito de Educação

A educação no sentido amplo é sinônimo de socialização do indivíduo, educação compreende todos aqueles processos institucionalizados ou não que visam transmitir determinados conhecimentos e padrões de comportamento a fim de garantir a continuidade da cultura e normas da sociedade.
Educação Formal

OBJETIVO:
A educação formal tem objetivos claros e específicos .Seus objetivos são de socializar o indivíduo dentro das normas da sociedade. A escola / a universidade geralmente simbolizam a educação formal.

A ESTRUTURA:
A escola como órgão depende de uma linha educacional centralizada como o currículo, esta linha é determinada a nível nacional, sendo que esses organismos são fiscalizados pelo ministério da educação, sua estrutura é hierárquica burocrática.

A ADMINISTRAÇÃO:
A parte administrativa é organizada por coordenadores que não trabalham como professores ; professores que têm como aspiração ascender a cargos mais altos geralmente tende a abandonar o ensino. A divisão de trabalho é por funções determinadas.

AS NORMAS:
A escola se divide em pequenas frações, baseadas na idade cronológica onde se formam as classes ; as classes estão condicionadas a normas de comportamentos próprios como: horário, conduta, cadeiras específicas para cada aluno, etc. A educação neste sentido tem exigências claras como competição e aquisição que fazem parte do dinamismo escolar, a educação tem que provar por meio de exames o que o aluno aprendeu, ele é avaliado por notas ou conceitos, com punições para aqueles que não têm uma boa avaliação, punições como repetir de ano, provas nas férias e em alguns casos abandono do colégio.

A LEI DO ENSINO:
A educação nesse caso não é uma escolha pessoal voluntária, o educado não participa das atividades escolares por determinação própria. Esse tipo de educação é obrigatória por lei, ela é não só de responsabilidade da família como também da sociedade, a lei do ensino obrigatório em Israel vai até os 16 anos. Os estudantes estão no colégio como serviço obrigatório sendo que os organismos como Vaada ( comissão das famílias ) vêm a fiscalizar a existência de abuso de poder.
AQUISIÇÃO SOCIAL:
Nos colégios os professores tendem a preferir os alunos com capacidade de aquisição no ensino mais alto, de certa maneira o colégio define a categoria social de cada aluno fazendo-os passar por exames de seleção, transformando o colégio em estandarte rígido e racionalizado não igualitário.

O PROFISSIONAL:
Na educação se vê um fenômeno de ter em grande parte a presença da mulher como profissional de educação, a profissão de professora dá condições de manter as atividades normais na família. O interessante é que na parte administrativa da educação a tendência é mais masculina.
A relação profissional e a aquisição de melhores condições de trabalho está baseada em tempo de serviço e não na capacidade profissional, esse sistema faz com que os professores mais antigos sejam mais conservadores nas exigências da classe profissional.

DETERMINAÇÃO IDEOLÓGICA:
Em Israel e em quase toda a parte do Mundo Ocidental é muito difícil manter colégios particulares sem a ajuda econômica do estado. A educação é quase que um monopólio do estado e quase sempre é ela que vai definir a linha ideológica da educação do país.



Educação não Formal

OBJETIVO:
Na educação não formal os objetivos também estão ligados na socialização do indivíduo dentro da sociedade, ele se diferencia no meio e na forma que aplicam os seus objetivos. Atuam de forma difusa, menos hierárquica e burocrática. três exemplos: Movimento Juvenil, Centros Culturais, Centros comunitários.

A ESTRUTURA:
A educação não formal está sempre a procurar o equilíbrio entre a anarquia e a ordem, na qual suas atividades podem ampliar não só os pequenos grupos como também a toda a comunidade sem determinação de idades. Muitas vezes as instituições não formais exigem uma estrutura interna muito bem organizada principalmente por trabalhar com atividades variadas e com diferente tipos de publico.

ATIVIDADES:
Suas atividades geralmente são voluntárias, muitas vazes paga pelos seus participantes, elas têm ideologia de ação própria com objetivos específicos. e esta aberta a todas as faixas etárias. Seu campo de ação é muito variado: passeios, estudos de grupo, teatro, artes, esporte, lazer, acampamentos, jogos etc...

A ESTRUTURA:
A educação não formal como órgão não tem uma centralização unificada institucionalizada que determina currículos e a fiscaliza. Elas são de certa forma autônomas e procuram não se deixar monopolizar por grupos institucionais. Elas geralmente se identificam com suas comunidades de origem, que tenha afinições culturais ou ideológicas.

AUTONOMIA ECONÔMICA:
O ministério da educação em Israel financia parte das atividades da educação não Formal, porém ela não é suficiente, as instituições tendem a criar formas de renda própria, criando capacitações de recursos, evitando a dependência econômica do estado. As instituições não formais trabalham muito, criando projetos específicos de educação, como prestadoras de serviços, esses projetos são aprovados e financiados por fundos particulares ou governamentais, tende hoje em Israel a se trabalhar ou distribuir verbas para educação em função de projetos, e não mais verbas para manutenção.

O PROFISSIONAL:
Fora o seu cargo específico, o profissional pode ter outras funções, podendo alcançar cargos de administração e direção do órgão. Na estrutura do trabalho o tempo e o horário das atividades são de forma geral não determinadas, podendo o profissional trabalhar tanto de dia como de noite, o seu trabalho exige muita sensibilidade social, estando sempre condicionado a conviver com pressões políticas, problemas comunitários, problemas sociais...
Em Israel Educação não Formal e profissão reconhecida, exige quatro anos de estudos universitários.

Educação Formal e não Formal

EXISTEM DOIS TIPOS DE EDUCAÇÃO ?
Não existe nesses dois tipos de modelos duas educações diferentes, existe uma só educação na qual o objetivo geral é a socialização do indivíduo.
Os dois modelos não só vêm a compensar um ao outro como também ampliar o campo de aprendizagem.

A QUEM CABE A RESPONSABILIDADE NA EDUCAÇÃO?
Tanto o colégio como os centros comunitários ou os variados órgãos existentes, têm uma forma única de reafirmar a responsabilidade da sociedade na educação dos seus indivíduos. Sem dúvida nenhuma a ampliação e o fortalecimento da educação está ligado diretamente a verbas qualificadas. O perigo da educação de se formar elitista é muito grande, e a forma de garantir que todas as camadas da sociedade possam participar desse processo amplo de educação como uma prioridade nacional.

EXEMPLO ISRAELENSE DE ATUAÇÃO CONJUNTA: COLÉGIO SAFIT- KFAR MENACHEM
Safit é um colégio secundário, onde a maioria de seus alunos são de Kibutzim e Moshavim e olim de Kiriat Malachi. O colégio Safit está dividido em duas formas de atividades como colégio obrigatório que funciona no turno da manhã e colégio interno voluntário no turno da tarde e noite.

AS NORMAS:
O colégio obrigatório está baseado nas normas do ensino nacional, sendo fiscalizado pelo ministério da educação. Seus objetivos visam a competição e aquisição da Bagrut ( vestibular ), tendo atividades de profissionalização para educados que não conseguem acompanhar o ritmo das exigências.

O ENSINO:
O colégio usa de vários meios para ampliar a qualidade de seu ensino como biblioteca, sala de leitura, educação especial, orientadora educacional, orientador para cada turma... Os alunos têm obrigações, deveres e direitos claros e específicos, o colégio obrigatório é dirigido por uma diretoria de ensino.

A EDUCAÇÃO NÃO FORMAL DENTRO DO COLÉGIO:
Na parte da tarde o colégio se torna voluntário, com atividades difusas amplas não obrigatórias.Em Safit o colégio voluntário funciona 3 vezes por semana e as atividades existentes são: cursos, música, esporte, atividades culturais, trabalhos na estufa, passeios, atualidades e etc. As atividades são organizadas pelos educados junto com os orientadores e coordenada por um coordenador da educação.

OBJETIVOS UNIFICADOS:
Os objetivos são de criar uma comunidade juvenil onde os jovens assumam de certa maneira a responsabilidade da comunidade, como na participação das vaadot(equipe) de trabalho de manutenção como limpeza, jardinagem, organização de atividades e etc.
Os dois modelos se compensam entre si e estão dentro de uma visão educacional única, vindo inclusive a atender as novas necessidades do Movimento Kibutziano.

A RELAÇÃO ENTRE OS DOIS MODELOS:
Esses dois modelos procuram constantemente manter a harmonia e o equilíbrio, pois a tensão faz parte do seu dinamismo. Em Safit o conflito e a tensão existentes ocorre principalmente nas turmas de pré vestibular e vestibular, que de um lado precisam usar a energia para as provas e do outro liderar a comunidade juvenil.


RELAÇÃO PROFISSIONAL:
Na dinâmica do colégio se vê a clara posição entre os professores que exigem e dão como prioridade os estudos e do coordenador do centro comunitário que dá prioridade as atividades sociais. A função da diretoria nesse caso é de suma importância, é ela que vai manter o equilíbrio necessário nos casos de conflito.
A discussão é algo inevitável e é ela que cada vez mais ajuda a aprimorar os dois modelos num mesmo campo de ação.

Texto de Jayme Fucs-Bar
Kibutz Nachshon 1994