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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Pessach e a “Difícil liberdade”por Jayme Fucs Bar

 

Estava lá eu sentado no seder de Pessach do Kibutz Nachshon em 1983, era o meu primeiro seder comunal em Israel, nunca tinha vivenciado um seder assim tão diferente do costume dos anos que eu vivi no Brasil. As mesas estavam devidamente postas e arrumadas, o palco muito bem decorado com a seguinte frase que se destacava para todos: “Chag Herut Sameach! Feliz Festa da Liberdade!”
Essa Frase chamou a minha atenção! A palavra Liberdade era parte integral da leitura da Hagadá que relatava a saída do povo Hebreu do Egito em busca de, como bem definiu Emannuel Levinas, essa “difícil liberdade”.
Cheder Haochel (Refeitório) do Kibutz Nachshon
Cheder Haochel (Refeitório) do Kibutz Nachshon
Eu pessoalmente me defino como um judeu secular Humanista, mas independente de como você se defina. a liberdade é um direito Universal reservado a todos – sejam religiosos, tradicionalistas, seculares, judeus e não judeus – todos nós necesitamos dessa “difícil liberdade”! Muitos de nós não temos a consciência de que essa festividade, o Pessach – Chag Herut – é comemorado há mais de 3.300 anos! Cada geração em seu tempo reflete sobre essa magnifica história de Pessach, que em Hebraico significa passar! Passar da escravidão à plenitude da liberdade.
Pessach é sem dúvida a primeira revolução social registrada da humanidade, onde escravos se revoltam contra seus opressores. Pessach se tornará o símbolo das lutas sociais e políticas de todos os tempos, se incorporará nos gritos de liberdade dos oprimidos que sentiram a aflição da fome e da miséria, e não é por acaso que a Hagadá de Pessach começa com estas palavras: “Este é o pão da aflição que nossos ancestrais comeram no Egito. Deixe que todos os famintos venham e comam“.
Comemos a cada ano o “pão da aflição” para lembramos não somente que fomos escravos no Egito mas que ainda existem muitos seres humanos subjugados a tirania, fome e opressão!
A frase Chag Herut (A Festa da Liberdade), me acompanha em meus pensamentos por todos esses anos que vivo em Israel, como se fosse uma prece ou um desejo sagrado de manter com todas as forças em minha vida essa “difícil liberdade”!
Como sempre no pensamento Judaico, nada é tão simples – principalmente quando o tema é liberdade. A prova disso é a impressionante passagem do diálogo que Moisés tem com o Criador e o seu pedido de “Liberte meu povo”. A resposta do Criador a Moisés é ainda mais complexa para o nosso entendimento humano, o Criador responde a Moisés “Herut AL Tenai” (Liberdade condicional). Essa resposta é o verdadeiro mistério do Pessach e ainda hoje é um grande enigma! O que o Criador quis dizer a Moisés com “Liberdade condicional”? Quais seriam essas condições para que o povo seja realmente livre?
Interessante que na travessia do Mar Vermelho os egipcios são afogados durante a perseguição dos hebreus e o povo comemora com alegria a destruição do outro, mas o Criador repreende dizendo “minhas criaturas se afogam no mar e vocês entoam cantos!?” como se quisesse dizer que o direito a vida ao Povo hebreu estava condicionado a vida de outros povos também.
Com certeza uma carga de responsabilidade enorme vai ser determinada ao povo judeu, onde sua liberdade estará sempre sob condições a liberdade do outro. Mas que condições são essas para se garantir uma vida de Liberdade?
Espinosa que foi excomungado e obrigado a abandonar sua comunidade para garantir a liberdade de seu pensamento, com certeza responderia que ser livre sob condição era agir de acordo com a sua natureza e que apenas através da liberdade é que o homem pode se expressar em sua totalidade.
Estátua de Espinosa em Hague
Estátua de Espinosa em Hague
Jean Paul Sartre conhecido como representante do existencialismo nos alertaria que os seres humanos nascem para serem livres. Mas, liberdade significa também responsabilidade.
Sartre junto a Simone de Beauvoir e Che Guevara, em Cuba, em 1960
Sartre junto a Simone de Beauvoir e Che Guevara, em Cuba, em 1960
O grande sábio Emannuel Levinas nos diria que a nossa liberdade está sob condição da liberdade do outro. Eu não sou livre se o outro não é livre.
O polêmico mestre Yeshayahu Leibowitz, quando o perguntavam se o Messias estava para chegar, ele respondia com toda a sua devoção “Ele virá! Ele virá! Ele virá! Mas todo Messias que vier será um Messias falso!” E ao ser questionado como poderia ter tanta devoção sobre o Messias e ao mesmo tempo negá-lo, Leibowitz dizia que a nossa liberdade está totalmente condicionada à liberdade dos outros seres humanos, somente quando todos seres humanos forem livres poderá chegar a redenção e o Messias.
Yeshayahu Leibowitz
Yeshayahu Leibowitz

Será que somos realmente livres?
Depois da libertação como escravos no Egito e a liberdade na Terra de Israel, a nossa “difícil liberdade” será posta à prova em diversas situações durante a história judaica: seremos invadidos, dominados, exilados e escravizados por novos opressores e tiranos vindo da Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma; seremos espalhados pelo mundo, passaremos por perseguições religiosas, humilhações, inquisições, pogroms e o Holocausto – a maior opressão e extermínio humano da historia da Humanidade! As palavras liberdade, democracia e Humanismo ganham um novo sentido depois do Holocausto!
Rabi Yehudah Leow, o Maharal de Praga, perguntava-se como o povo judeu poderia ter celebrado sua libertação do Egipto durante os tempos em que estavam mergulhados novamente nas trevas do exílio e perseguição e opressão?
Navio de judeus chegando em Israel depois da 2a Guerra Mundial
Navio de judeus chegando em Israel depois da 2a Guerra Mundial

Mas acreditem: Milagre existe e ele é feito por Homens e Mulheres!
A Criação do estado de Israel depois de 2000 anos no exílio é um milagre realizado por Homens e Mulheres! Novos Moisés e Miriams nos libertaram de um novo Egito, abrindo mares vermelhos de sangue, luta e sofrimento de uma longa trajetória de exílios, atravessamos desertos de promessas de uma Europa de igualdade, liberdade e fraternidade e dançamos em volta de bezerros de ouro criado pela ilusão do Stalinismo.
Terá esse povo que passar por tudo isso, para poder chegar de novo a sua terra prometida, e poder ouvir a mesma pergunta feita a 3300 anos atrás: “Por que esta noite é diferente de todas as outras?” E a resposta: “Porque esta noite fomos libertados!”
Mas é justamente na noite de Pessach – Chag Herut – que jamais devemos esquecer que nossa liberdade estará sempre condicionada a liberdade do outro. Se o Outro não for livre, jamais seremos realmente livres.
É POR ISSO QUE CABE A CADA UM DE NÓS, JUDEUS E NÃO JUDEUS,
LUTARMOS JUNTOS PELA LIBERDADE ALHEIA!
Chag Herut Sameach!
Feliz Festa da Liberdade!
Fontes de pesquisa:
Pessach com Leibowitz e Levinas por Paulo Blank
Pessach – Tempo de nossa Liberdade por Henrique Rattner da revista espaço Acadêmico.
Pessach – A Consciência da Liberdade por Yosef Y. Jacobson
Edição e revisão para o Conexão Israel: Gabriel Guzovsky

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

As 10 Mitzvot para o judaísmo de nossos tempos.

As 10 Mitzvot para o judaísmo de nossos tempos.
Jayme Fucs Bar

1.Entender o conceito do Único.

Essa Mitzva é um dos conceitos básicos do Judaísmo, conceito que bem explica a base dos princípios judaico. Isso quer dizer, que Todos os seres humanos são iguais nos mais amplo transcendente, somos iguais desde a nossa origem somos iguais na responsabilidade uns com os outr...os, somos todos parte dessa unidade, Somos todos parte integral desse ÚNICO, ele é o Tudo ele é o Nada ele é a Natureza ele é o Universo, ele é o Equilíbrio, ele é a Vida sagrada. Somos parte inseparável desse UM, desse ÚNICO independente de nossas nacionalidades, raças, cores, crenças e religiões.

2.Amar ao próximo como a ti mesmo.

Essa Mitzva é considerada uma das mais importantes, onde o famoso Rabbi Akiva dizia: “Amar ao próximo como a ti mesmo esta é a maior regra na Torá, onde se você realizar essa Mitzva Amar ao Próximo é como se estivesse realizando todas as 613 Mitzvot". Essa importante reflexão judaica sobre o Amor ao Próximo pode ser entendida em múltiplos níveis, que se passa num diálogo constante entre o ÚNICO e o ser humano, entre o ser humano com o outro, entre o ser humano a si mesmo.Um famoso Professor da Universidade de Ben Gurion a Rav Pinchas H. Peli dizia sempre aos seus alunos "Que cada um de nos deveríamos trasladar os dez mandamentos em preceitos personalizados ou seja não roubar de si mesmo, não matar a si mesmo e não cobiçar de si mesmo e sobre tudo amar a si mesmo como forma de aprender a amar o próximo".

3.Estudar a Torá.

Essa Mitzva de estudar a Torá é parte inseparável do Judaísmo, independente da corrente ou crença que exista no judaísmo, o que tem em comum é a fonte da Torá, pois ela é a pedra fundamental da civilização judaica. A Tora é a referência originária do significado da moral e da ética do ser humano, é a fonte de nossa sabedoria, de nossa cultura e tradição. Segundo os sábios, a Torá tem 70 faces que somente estudando a Torá encontraremos a face que buscamos. Talvez nesta face encontraremos a chave para ajudar a enfrentar os desafios humanos da atualidade.

4. Espiritualidade humana.

Essa Mitzva é muito importante neste mundo materialista, consumista e competitivo na qual vivemos, Essa Mitzva é não deixar transformar os valores judaicos em algo instrumental em nossas vidas, " fazer as coisas porque assim fazemos " prática muito comum em certas correntes do atual judaísmo tradicional. O Judaísmo é em sua essencia cheio de valores espirituais e humano, Isso quer dizer saber o porque que fazemos as coisas! O Sábio Emmanuel Levinas Dizia " Judaísmo é uma religião para adultos" Ele queria dizer que devemos praticar o judaísmo na sua profundidade espiritual, procurar essa espiritualidade na essência do espírito da Torá que vem sempre acompanhada de uma mensagem humana.

5.Educar.

Essa Mitzva trata da base da continuidade judaica, onde a educação tem um papel fundamental na vida judaica. A identidade judaica é fortalecida, é preservada através da educação. A Família, a escola Judaica, o movimento Juvenil e a vida comunitária tem uma importância central na formação da identidade Judaica, onde lá se pratica, se estuda, se vivencia sua cultura, suas festividades, suas tradições, seu ciclo da vida judaica, criando e mantendo seus rituais, invocando e valorizando o estudo da sua história, sua filosofia, literatura, e todo tipo de manifestações culturais judaica, sempre em um ambiente livre e pluralista.

6.Tsedaká.

Essa Mitzva da Tsedaka é fundamental na vida de todos seres humanos, nada mais que o famoso sábio Moshe Maimonides conhecido como Rambam, que foi um dos primeiros a criar dentro do marco de uma estrutura social comunitário judaica uma rede social que denominou de “KUPA”. “Em toda cidade que vivem judeus, se deve criar redes de benefícios onde que em todas as sextas feiras antes da entrada do shabat os dignos da comunidade deverão contribuir na caixa social (Kupa)”. Essa será a forma que Maimondes, descobriu para colocar em prática essa Mitzva , onde o dinheiro arrecadado se aplica principalmente na educação e na ajuda dos necessitados. A rede social vai garantir a manutenção dos mais pobres investindo na educação e na formação de seus filhos como forma de romper o ciclo da pobreza.

7.Manter nossos laços com a terra de Israel.

Essa Mitzva nos lembra as nossas origens e a relação inesperada do judaísmo com a terra de Israel, onde devemos constantemente vincular nossos laços com a terra de Israel como centro de nossa cultura e civilização. A Vida Judaica nas comunidades devera estar sempre ligada ao conceito que Judaísmo e Israel é algo inseparável sua história, cultura e tradições estarão sempre interligadas mesmo que muito judeus continuem vivendo em lugares diferentes no mundo. Essa Mitzva nos lembra do nosso compromisso com o destino do atual Estado Judeu, que devera cumprir na prática a carta magna de sua independência de almejar um estado dos sonhos dos profetas de Israel, um estado judeu baseado na Paz com seus vizinhos, respeito mutuo entre os povos, um estado de justiça, de solidariedade e igualdade e direitos para todos os seus cidadãos.

8. Abençoar a criação.

Essa Mitzva está vinculada ao Shabbat que é o dia da semana que abençoamos e homenageamos a criação de tudo que existe neste mundo, é uma lei universal que garante a todos seres humanos um dia de descanso semanal. Shabat é a hora da transição, é o momento onde paramos o nosso ritmo semanal que foi repleto de trabalho, compromissos, tensões, e preocupações é o momento de dar a nos mesmo um dia da semana especial, diferentes dos outros dias, um dia para estarmos juntos com a família, entre amigos, em nossa comunidade. É o dia que devemos passear, meditar, namorar, falar de coisas boas, é o dia especial para estar com nossos filhos e sobretudo se deslumbrar junto à natureza e abençoar a vida.

9. Kashrut social e ecológica.

Essa Mitzva é uma necessidade imediata na vida de todos os seres humanos em nossos tempos. Ela foi alertada no final dos anos 70 pelo Sábio Rav Zalman Schachter que viu a necessidade de fundir o tradicional conceito judaico das leis dietéticas com um novo termo "Eco- kosher ". Eco- kosher está conectada não somente com a prática dietética judaica mais também como a necessidade de uma responsabilidade social e ecológica ampla. A Torá é cheia de fonte de leis sociais e ecológicas claras, não menos importante que as leis dietéticas. Ela fala claramente na obrigação de um tratamento justo aos direitos dos trabalhadores, e na responsabilidade ambiental. Essa Mitzva é um alerta de como cuidar das coisas vivas, como guardar a natureza como respeitar o outro com dignidade, pois no judaísmo a vida e a natureza é sagrada!

10. A Pratica do ciclo da vida judaico e suas festividades.

Essa Mitzva está relacionada diretamente ao dia a dia da vida judaica, familiar e comunitária. Cada passo da prática do ciclo da vida judaica, ( Brit Mil, BarMitzva, Casamento e Sepultamento) e a comemoração de nossas festividades é uma evidência dessa nossa trajetória de 4000 anos na história da humanidade. Essa Mitzva tão importante é na prática a vivência de nossas tradições e costumes, cada comemoração é sempre acompanhada de mensagens humanas de valores culturais, morais e éticos onde o dever dessa Mitzva é passar esse legado de geração a geração.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O Misterio do "Hananei Kavod" Nuvens de Gloria de Sucot – Jayme Fucs Bar


 "No dia quinze do setimo mes, ao recolherem o fruto da terra, comemorem uma festa para Deus por sete dias. O primeiro dia será um dia de descanso, e o oitavo dia, será um dia de
descanso…
Durante [estes] sete dias, habitem tendas. Cada nativo de Israel deve viver em barracas de palha.
Isto é para que as futuras gerações saibam que eu fiz com que os Filhos de Israel vivessem em tendas quando Eu os tirei da terra do Egito.
Eu sou o Senhor, o Seu Deus.
Vaikrá " (Levítico) 23:39 e 42-43

A Torá neste trecho nos apresenta de forma clara a razão de viver durante 7 dias numa sucá , porem a beleza da Torá é que nos deixa muitas perguntas em abertas para pensar e refletir, e uma delas é qual seria o verdadeiro significado espiritual dessas cabanas?
Essa pergunta se complica quando logo depois que encontramos um novo trecho que fala de um termo misterioso chamado o "Hananei Kavod" Nuvens de Gloria.

O que Vem a ser essa "Hananei Kavod" Nuvens de Gloria?

É comum as interpretações da palavra “sucot” na Torá se referindo a simplesmente as cabanas, porem Rashi e Maimondes ( Rambam) entenderam essa idéia “sucot” (cabanas) de forma diferente, eles se relacionaram a uma outra passagem da Torá ligado diretamente a esse interessante evento que fala do "Hananei Kavod" Nuvens de Gloria
Que no Vaikra 23:43 diz:
“Que em sucot eu fiz com que os (Filhos de Israel) vivessem sob Nuvens da Gloria."
"כי בסכות הושבתי ענני כבוד"

Na Opinião de Rashi as "Hananei Kavod" Nuvens de Gloria tem um significado espiritual mais profunda da palavra “sucot” , embora de fato Bnei Israel tenham vivido em cabanas , porem a sucá que Deus fez para eles era protegida por "Hananei Kavod" Nuvens de Gloria!

Maimondes concorda com Rashi sobre esse tema explicando que a o termo “Que em sucot eu fiz com que (os Filhos de Israel) vivessem sob Nuvens da Gloria, é a interpretação correta do significado literal de sucá (cabana), "pois Deus Ordenou que as gerações se lembrassem dos atos e milagres que Deus fez para Bnei Israel no deserto e "Hananei Kavod" Nuvens de Gloria era o escudo de proteção espiritual dessas cabanas (sucot) "

O Rav Moshe Feinstein nos ajuda mais um pouco se aprofundar desse mistério onde nos explica que a geração de Bnei Israel alcançou um nível espiritual muito elevado durante seus 40 anos no deserto, que esse fato possibilitou o surgimento dos futuros profetas, e que mesmo se assentando em cabanas genuínas eles precisavam dessas "Hananei Kavod" Nuvens de Gloria pois teriam que sobreviver não somente material mais também espiritualmente.

Apesar das explicações desses grandes sabios sobre "Hananei Kavod" Nuvens de Gloria que rodeava as cabanas de Bnei Israel no deserto durante sua difícil e árdua caminhada em direção a terra prometida é ainda um grande mistério.

A festa de sucot tem sem dúvida uma mensagem universal que nos ensina que através de nossos atos podemos alcançar uma "Hananei Kavod" Nuvens de Gloria para enfrentar as dificuldades e desafios humanos! Sucot é a festa da simplicidade, que nos ensina a nos comportar com mais humildade para nos elevar espiritualmente como seres humanos!

Sucot é uma festa que se comemora na prática, não se necessita fazer grandes rezas , e sim praticar a construção de sua própia sucá familiar ou comunitária. A sucá deverá ser erguida ao ar livre é constituído de folhagem, onde possamos ver o céu as nuvens e as estrelas, ela devera ser construída pelo trabalho conjunto do grupo, da família ou da comunidade.

O ato da prática de construirmos juntos a sucá e realizar nossas refeições e se possível dormir dentro dela nos faz relembrar a cada ano a fragilidade dos bens materiais , e a necessidade de uma vida mais modesta, menos individualista, menos consumista e competitiva, nos lembrando do nosso afastamento da natureza.

Hananei Kavod" Nuvens de Gloria foi o escudo protetor da espiritualidade das cabanas que viveram Bnei Israel nos seus 40 anos no deserto, foi essa experiência espiritual coletiva que determinou a mudança de sua realidade como seres humanos livres e não mais com escravos do Egito, em função disso Sucot também nos lembra que neste mundo ainda existe milhões de pessoas que vivem em casas frágeis desprotegidas vagando sem uma terra prometida no deserto da pobreza.

O Talmud nos conta que o mandamento da sucá, "Taassé veló min Heassui " O que quer dizer, em hebraico: faça você mesmo as coisas e não espere que os outros as façam por você! Ou melhor não fique de lado olhando as coisas acontecerem e assuma responsabilidades para poder mudar a realidade de nossas vida muitas vezes difíceis e de grande dificuldade!

Sucot é a Festa do judaísmo pratico, que não se concretizada com pensamentos e palavras, mas sim em atos, onde na construção física material da Sucá com nossas própias mãos, nos humanizamos e nos elevamos para alcançar as Nuvens de Gloria " Hananei Kavod"

Chag Sameach!!

Jayme Fucs Bar

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Uma Bracha para Rosh Hashana! 5774 - Prece para o ano Novo - Jayme Fucs Bar

Bendito seja esse ano de muitos momentos felizes!
Bendito seja esse ano que possamos sempre sorrir!
Bendito seja esse ano que encontremos sempre o diálogo!
Bendito seja esse ano que tenhamos muita saúde!
Bendito seja esse ano que possamos fazer alguém Feliz!
Bendito seja esse ano que a Paz cheque em Israel!
Bendito seja esse ano sem guerra e violência!
Bendito seja esse ano de solidariedade e justiça!
Bendito seja esse novo ano com mais esperança!

sábado, 17 de agosto de 2013

O Yom Teruah - O Tocar do Shofar em Rosh Hashaná


Nos tempos bíblicos havia dois começos de ano, o Primeiro no mês de Nissan( primavera),onde comemorávamos a saída dos filhos de Israel da escravidão do Egito , e também o começo do ano agrícola , o segundo era no mês de Tishrei,( outono) que marcava a criação de toda a Humanidade, simbolizada por Adão é Eva e o fim do ano agrícola.

Outra curiosidade é que o chamado Rosh Hashana nome da festa que conhecemos hoje era conhecido dentro das fontes da Torá com outro nome, seu verdadeiro nome era "Yom Teruah ( Números) ou "a Lembrança da Teruah" (Levítico ). O nome "Teruah" em hebraico é o ato de tocar o shofar. Na verdade esse era festa de tocar a trombeta ( shofar).

Mais porque tocar Trombeta ( shofar) ?

Na Torá não nos dá uma resposta muito clara sobre esse motivo, nos deixa tudo aberto com algumas pistas , apesar de estar claro que é uma mitzva o ato de Tocar o Shofar em Rosh Hashana.

O grande mestre Rambam (Maimônides) deu uma resposta curta mais bastante complexa sobre essa questão ele escreve que " tocar o Shofar é um dos preceitos que está além de nossa capacidade de compreensão humana".

Para nos facilitar essa discussão o Rav Saadia Gaon relacionou Rosh HaShaná e o toque do Shofar como o dia que anuncia o início da Criação da humanidade, o dia em que Deus se tornou Rei do Universo. E o Saadia Gaon nos diz que " Da mesma forma que se tocamos trombetas no dia da coroação de um rei de carne e osso, nós devemos tocar o Shofar para coroá-lo o Rei do Universo".

Outra relação com o Toque do Shofar é o sacrifício de Issak que também aconteceu em Tishrei , que Abrão estava disposto a sacrificar a vida de seu filho por uma ordem divina e, no último instante, foi substituído por um carneiro que tinha seus chifres presos num arbusto. Seus chifres ( o Shofar) relembra, a fidelidade do povo de Israel ao Criador.

O Interessante que o Rosh Hashana é um ferido longo de dois dias dias consecutivos (tanto em Israel como fora de Israel), e esses dois dias em aramaico se chamava " Yoma Arichta. "( um longo dia).

De acordo com a tradição da Torá nos tempos de bnei Israel ( filhos de Israel) , Rosh Hashaná não era só um dia que deve ser importante para os judeus e sim a toda a Humanidade , pois é o dia do juízo da consciência de todos seres humanos , onde o Todo Poderoso coloca em "julgamento todas as coisas vivas no mundo " Por Isso que Rosh Hashana também é conhecida como o Dia do Julgamento". Esse é o Dia que não somente comemoramos o " Ano Novo" e sim o inicio da Historia da Humanidade!

Então Porque que somos julgados em Rosh Hashaná e perdoados em Yom Kipur?

O Judaísmo como uma cultura milenar de grande sabedoria cria no Rosh Hashana um momento de reflexão para poder julgar sobre os nossos atos para conscientes saber pedir o perdão em Yom Kipur!

Muitos dos Sábios judeus enfatizaram o papel do shofar relacionando com a ideia de termos um dia especial para um tipo de sessão celestial para realizar interiormente o nosso propio julgamento, sendo o tocar melancólico do shofar a formula de nos levar as profundezas de nossas almas , fazendo abrir os nossos corações e os pensamentos, uma chamada para uma Tshuvá (resposta) para "Melhorar nossas ações."

O famoso Filósofo judeu Philo na Alexandria definiu o significados do tocar do Shofar com o povo de Israel no Monte Sinai "e houve trovões e relâmpagos e nuvem pesada sobre o monte e o som do Shofar muito forte estremeceu todo o povo que estava no acampamento. " (Exodus)

De acordo com Philo, o toque do shofar no Monte Sinai foi um alerta não somente ao povo de Israel, e sim para toda a humanidade é um grito para o fim das guerras e da violência é o grito da esperança de paz e prosperidade. Para Philo as orações de Rosh Hashaná "Ê a condenação das maldade no mundo é um pedido a Deus, de terminar com todos os regimes que geram as desgraças e o mal no mundo"

Há uma história, no Talmud, que expressa de forma brilhante a ideia do tocar o do shofar em Rosh Hashana. Onde conta que o filho de um rei tinha ido pelo mau caminho. Seu pai lhe mandou uma mensagem ( Um Toque de Shofar), rogando-lhe: “Volta, filho”. O filho, responde: “Como posso voltar? Estou envergonhado de voltar à tua presença”. Então o pai manda-lhe outra mensagem,( Um toque de Shofar) dizendo: “Volta até onde conseguires, e eu irei encontrar-te no restante do caminho”.

Rosh Hashana é o ato de poder ouvir no toque do Shofar as palavras ocultas que vem em seu sonido, palavras que chegam de formas diferentes para cada um de nos , como desse conto do Talmud onde o toque do Shofar é de não ter medo de voltar até onde conseguires, pois se fizer isso terá com certeza alquem para encontra-lo .

Shana Tova!

Jayme Fucs Bar

sábado, 3 de agosto de 2013

O Panteísmo de Maimônides Por Jayme Fucs Bar

Andei nos ultimos meses lendo o tratado More Nevuchim (Guia dos Perplexos ), onde é sem duvida um dos tratados mais importante e contagiante escrito por esse sábio Judeu Moshê ben Maimon (Maimônides) ou simplesmente Rambam , principalmente no que se trata sobre o conceito o que é Deus.
Na verdade fiquei mais ainda surpreendido sobre essa grande contribuição que nos proporciona Maimônides a nos Judeus seculares humanista, por isso resolvi participar a vocês um pouco dessas idéias, que vai parecer um pouco difícil, mais vale o esforço.
Maimônides foi um grande conhecedor do pensamento das filosofias Aristóteles e Platão, sendo o primeiro a por em prática a tentativa de conciliar o pensamento bíblico com a filosofia grega, postura bastante revolucionaria e desafiadora em seu tempo, que com certeza vai ser a chave mestre para o que vai começar escrever Tratado More Nevuchim (Guia do Perplexo) em 1186 e termina-lo em 1190.
A Importância desse tratado de Maimônides é que ele nos apresenta uma ética de validade universal, não só para judeus, mas para todos, e trata de um dos temas mais complicados que é a questão sobre quem é Deus?
O Incrível é a preocupação desse nosso grande sábio que faz um desafio intelectual com objetivos pedagógicos, e ajuda a nos pessoas comuns a fazer parte desses pensamentos procurando com toda a dificuldade filosófica ser mais compreensível, a essa questão tão complexa sobre quem é Deus .
Maimônides parte do principio que Deus é a origem de tudo e está em tudo que existe, Deus está em cada coisa que vemos e também em tudo que não podemos ver ou sentir devido a nossa impossibilidade Humana.
Deus é a própia existência de Tudo que existe, e ele está no tempo e no espaço. Deus é Unidade, é Único, é igualmente e é Tudo.
O mais surpreendente é que para Maimônides não há, lugar para qualquer oposição ou diferença entre Natureza e Deus. Para ele o conceito de Deus é o mesmo que dizer as ações naturais ou como dizia Espinosa "Deus Natura
Nesta importante revelação de Maimônides nos ajuda a entender que provavelmente a origem do pensamento das idéias de Espinosa " Deus Natura" devem ter partido dos princípios das idéias de Maimondes,na qual Espinosa foi acusado de manifestar em sua visão Panteísta ,um tipo de e ateísmo que o levou ao seu isolamento comunitário.

Para Maimônides, Deus é tudo, é eterno, mas também é a Primeira maquina geradora de tudo que existe neste mundo e Universo, e se ele é eterno e se está em tudo, podemos concluir que ele é a primeira causa de tudo , portanto está livre do conceito tempo e de espaço, ele é um, único que está no sempre e no presente. Nesta sua logica nos transmite que se ele é tudo então não existe a possibilidade humana de ter qualquer conhecimento sobre ele..
Eu sei que parece complicado essa idéia, e até agonizante esse pensamento , mais na verdade Maimônides faz um esforço enorme para nos fazer a praticar o ato do pensar . Ele acredita se ele é tudo, ele é único e está presente em tudo então é impossível para nos seres humanos compreender sobre o que seja em sua totalidade Deus
Talvez seja essa a nossa grande dificuldade humana de acreditar numa visão maximalista do monoteísmo Judaico, na qual acreditamos em um Deus que è Tudo , é único, mais ele está fora de nossa possibilidade de compreensão.
" Há coisas que estão dentro do âmbito e da capacidade de apreensão da mente humana; há outras que o intelecto não pode, de maneira alguma, captar – as portas da percepção estão fechadas". More Nevuchim I:31
O que nos conforta é que dentro de nossas impossibilidades humanas podemos ainda ver , sentir, cheirar, tocar e se deslumbrar das partículas de sua criação, essas partículas estão presentes e está em cada um de nos , em cada detalhe da natureza , em cada ser vivo, é como se o Tudo o Único estivesse sempre presente em nossas vidas.
Vale a pena pensar sobre esse nosso desconhecimento total e absoluto sobre Deus, talvez seja a maior prova de que Ele existe.
Talvez o segredo e a formula de conhecer um pouco a Deus é conhece-lo através dessas suas partículas que estão bem em frente de nos e,que nos proporciona as emoções da vida, o amor e esse equilíbrio que é a Natureza.
Uma vez quando estava ao lado de uma cachoeira junto com um grupo de amigos alguém exclamou! " Veja Deus" e todos riram mesmo assim alguém perguntou " a onde " e ele respondeu dentro daquela linda Borboleta azul. "
Maimônides defende em seus princípios ,que qualquer coisa que possamos imaginar sua existência são admissíveis. Portanto Deus Existe! O mundo é uma criação de Deus, a imaginação também! Como escreveu Maimondes "Os peixes nadam e os pássaros voam" queria dizer que , a existência é algo concreto, é a natureza das coisas.
Como Espinosa, Maimônides foi também muito criticado por suas idéias principalmente escritas no tratado More Nevuchim (Guia dos Perplexos) foi acusado, pelo rabino de Montpellier na França de conturbar a ordem da visão de um Deus Sobrenatural, seus tratado foi interditado e proibido entre os alunos, que ficaram sob pena de expulsão da comunidade judaica, também os padres dominicanos e franciscanos procuraram formas para confiscar e queimar os seus livros acusado de heregia.
Para os judeus seculares humanista que tem uma visão Panteísta o pensamento de Maimônides no tratado More Nevuchim (Guia dos Perplexos) é de extrema importância, pois ele é essencialmente pedagógico onde mostra que conhecimento é contínuo, nos aponta a necessidade de ampliarmos nosso aprendizado sobre as leis da natureza que é a base de se poder refletir na sua complexidade sobre esse grande mistério que é Deus.
O sábio Alberto Einstein, quando perguntaram se ele acreditava em Deus ele respondeu : " Acredito no Deus de Espinosa".
Talvez se fosse possível perguntar a Espinosa se ele acreditava em Deus ele provavelmente responderia " Acredito no Deus de Maimondes"

domingo, 21 de julho de 2013

O Que é a Festa de Tu Beav por Jayme Fucs Bar



  
No dia quinze de Av - Tu Beav, Dia de Lua cheia é o dia que comemoramos no calendário judaico o dia do Amor .
Esse Dia não tem nada haver com o costume do dia dos namorados festa muito comercial que faz parte da cultura cristã ocidental , dia que o valor maior é se dar presentes.
No Judaísmo o dia do Amor tem significado e origens completamente diferente , esse é um dia de pura alegria e sensualidade ,é o momento de fortalecer o significado de estar junto , de renovar a energias como casal.
È o dia que devemos largar tudo : filhos, trabalho, o celular e as mil e outras tarefas que temos em nossas vidas para ter somente um e unico compromisso de se dedicar ao seu amado (a) .
A Ideia de comemorar Tu Beav é sair para um lugar romântico , ato que devemos fazer pelo menos uma vez ao ano , e essa festa é feita particularmente para isso , para você e seu amado(a) estarem juntos em lugares que favorece a intimidade, jantar a luz de vela, passear de braços dados pela praia, ou na natureza, falar de coisas boas e amorosas renovar a intimidade e fazer amor.
È o momento de se deslumbrar da lua cheia, das estrelas, ouvir uma boa musica, observar as flores e sobre tudo se deslumbrar de seu amado (a).
Tu Beav é o momento de se beijar de forma suave e carinhosa como se fosse a seu primeiro encontro .
Tu Beav é a festa que nos proporciona no ciclo de vida judaica de pelo menos uma vez por ano nos dedicar de forma total e absoluta a vida conjugal é dar chance para renovar a sensualidade o carinho e a compaixão.
A Origem da festa de Tu Beav , como muito comum nas festividades judaica está na festa agrícola, onde nos tempo bíblicos este período era de costume de colher as uvas e delas produzirem o apreciado vinho.
Em Tu Beav dia de lua cheia era o dia onde se encontravam todo povo para festejar o final da colheita e apreciar o bom vinho . No Talmud está escrito que " As filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos em quinze de Av, e quem não tivesse uma esposa podia ir até lá para encontrar".
Outra origem dessa festa está também no casamentos entre as tribos e principalmente a proibição que havia entre as tribos de se casarem com a tribo de Binyamin e não é a toa que essa sera a menor de todas as tribos de Israel.
Essa proibição vem que logo na entrada na Terra de Israel, pelas 12 tribos vai acontecer o caso da "Pileguesh Baguiva" ( amante do monte) , em que a tribo de Binyamin foi penalizada por seu comportamento incorreto por raptar e violentar sexualmente jovens de outras tribos, devido a isso ficou proibido durante 14 anos o casamentos entre qualquer outra tribo com as mulheres ou homens da tribo de Binyamin: Após o acontecimento de Pileguesh Baguiva, o povo fez a seguinte promessa: "Nenhum de nós dará sua filha a Binyamin por esposa por 14 anos."
Somente depois de 14 anos esse ato foi revogado e isso vai acontecer em Tu Beav, onde foi dada finalmente a permissão , neste dia as filhas e filhos da tribo de Binyamin finalmente poderem se casar com filhos e filhas de outras tribo.
Por isso, Tu Beav foi marcado por dia de grande alegria , que possibilitou de novo a reunião conjugal entre todas as tribos de Israel.
E Agora o que você está esperando !
Vai lá e convide seu amado (a) para praticar juntos essa linda Mitzva da festa do Amor TU BEAV .                                                          
    

 


 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

http://www.youtube.com/watch?v=ltA98PnYqNU

O professor de educação, judaísmo e história, Jayme Fucs Bar, atual "mazkir" dirigente do kibutz Nachshon no sul de Israel, membro do Meretz, o partido mais à esquerda em Israel, em visita ao Brasil comenta sobre a realidade de palestinos e israelenses neste momento de conflito, sobre a amizade entre judeus e muçulmanos em Israel, sobre o esfacelamento da esquerda israelense que perdeu seu rumo e muito mais.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Uma Proposta de Bat – Bar Mitzva do Judaísmo Secular Humanista no Brasil por Jayme Fucs Bar

Bat Mitzva e Bar Mitzva está hoje em dia estritamente ligado ao tema da continuidade da identidade Judaica. É o momento em que o Avô e Avó se realizam por cumprir o seu legado de 4000 anos de Historia como judeus, pois esse é a forma que se realizam como judeus por ter conseguido passar esse legado para os seus filhos e através de seus filhos a continuidade Judaica de seus netos e netas.

O ato do Bat – Bar Mitzva é a consagração da identidade Judaica do Rapaz e da Moça , porem é o maior tributo judaico para os Avos, que será no futuro proximo a vez da espera dos filhos se tornarem também avos para poderem se consagrar com o Bat – Bar Mitzva de seus futuros netos e netas.
Esse Conceito pedagógico Judaico mostra que o Bat-Bar Mitzva tem uma importância enorme no processo da formação da identidade judaica, pois é a forma de consagrar a continuidade de nossa cultura e tradição dentro de um mundo globalizado que oferece muitas diversidades, identidades e culturas deferentes.

Portanto o Bat Bar Mitzva não deverá ser somente uma " Grande Festa" vinculado uma forma instrumental de decorar as leituras das rezas sem entender a essência da importância do ato do Bat-Bar Mitzva.

A origem da idéia do Bar – Mitzva , está relacionada numa realidade do contexto do povo judeu no período Bíblico , especificamente no episodio da passagem do Livro de Gênesis, onde aparece uma referência aos dois filhos de Yakov, Shimon e Levi , onde relata sobre Levi que tinha 13 anos de idade e se tornara suficientemente adulto para pegar a espada e proteger seu povo e assim , narra o texto da Torá: "Cada um dos homens pegou sua espada...". Levy tinha 13 anos de idade a pessoa mais jovem a quem a Torá se referiu como "adulto", dessa forma ficou entendido que nos tempos bíblicos, aos treze anos era a idade em que um judeu fazia parte integral do mundo dos adultos podendo assumir todas as responsabilidade perante ao seu povo .

Nos tempos Bíblicos não existia o costume de fazer Bat – Bar Mitzva, como conhecemos hoje ,se sabe que um jovem aos 13 anos já era parte integral das diversas responsabilidades da sociedade judaica, onde podia casar,trabalhar,ser um guerreiro e estudar a Torá.

Muitos não sabem que o costume da cerimônia do Bar Mitzva se pode dizer que existe somente uns 500 anos, onde temos como uma primeira referencia escrita sobre esse tema no livro de Yosef Caro o Shulchan Aruch em 1557, onde Rav Yosef Caro faz do seu livro um forma mais fácil e acessível aos judeus não eruditos a praticar o judaismo .

Provavelmente o Rav Yosef Caro criou essa tradição do Ato do Bar Mitzva com uma função pedagógica, totalmente adaptado a seu tempo e realidade, a um judaísmo constantemente ameaçado de sua existência e continuidade.
Yosef Caro Inteligentemente socializou esse ato de subir e ler a Torá nos Beit Hakinesset ( Sinagoga) que era um privilégio de poucos e o tornou como parte integral da vida comunitária . Para isso a cerimonia do Bar Mitzva, requer um processo de estudo e aprendizado profundo, sobre as praticas e os ensinamentos judaico ,que finaliza na subida e na leitura da Torá do Jovem Bar Mitzvando ,observado por toda a comunidade. Na verdade uma brilhante forma de exigir durante todo ano que o Jovem estude e se prepare para uma grande prova de entrada a vida judaica.

Não é a toa que O Rav Yosef Caro exige que durante esse processo educacional que o Bar Mitzvando aprenda não somente o como, mais principalmente o porque? do colocar o Tefilim e o Talit ,ele deseja que o jovem saiba ler e também entender o contexto da leitura da Torá como forma de fortalecer a tradição e a sabedoria judaica e sobretudo garantir sua continuidade .

A Partir da Proposta de Yosef Caro a cerimonia de Bat-Bar Mitzva se tornou parte integral da cultura e da tradição judaica em Israel e em suas comunidades, onde cada corrente judaica desdá Ortodoxa , conservadora, reformista, recostrucionista e Humanistas tem seu própio e específico rituais.

Dentro da corrente do Judaísmo Secular Humanista Existe logicamente varias formas de fazer um Bat – Bar Mitzva as pratica que se modificam dentro dos aspectos culturais de cada comunidade.
Bat – Bar Mitzva do Judaísmo Secular Humanista já é hoje bastante difundindo e praticado na Argentina, Uruguai, França , EUA e Israel principalmente nos Kibuzim.

No Brasil ainda não existe essa pratica !

Por Isso aqui apresento um proposta pensada para o judaismo brasileiro, levando em consideração a particularidade desse judaísmo que de um lado a sua grande maioria se define como secular, porem muito identificada com as pratica e costumes tradicionalistas.
Anterior ao ato do Bat-Bar Mitzva

Durante todo o anos da data definida do Bat – Bar Mitzva deverá ser efetivado 13 Mitzvot.
As Mitzvot deverão estar relacionadas a criar uma processo de estudo e aprendizado sobre a cultura e a tradição judaica como forma de fortalecer a identidade judaica do Bat-Bar Mitzvando, na verdade esse processo de aprendizagem durante todo esse ano tem uma importância educacional maior que o própio ato do Bat-Bar Mitzva, pois será a oportunidade unica de fazer o Rapaz ou a Moça possa se aprofundar sobre a nossa cultura e tradições.

Isso quer dizer que o Bat - Bar Mitzva do Judaísmo Secular Humanista tem suas regras, ele não pode ser algo instrumental e folclórico de uma grande festa ! Ele sim deverá ser um processo rico e profundo na vida do Bat –Bar Mitzvando , com muito conteúdo , pratica e vivência judaica, como forma de fazer o rapaz ou a moça entender a grande responsabilidades do ato de ser um Judeu – Judia perante a sua vida, sua família, sua comunidade e a sociedade em geral.

Exemplos de 13 Mitzvot:

1.Fazer um estudo profundo com ajuda dos pais e avos sobre as raízes judaica da Família e de sua comunidade.
2.Estudar e entender de forma profunda o porque da origem das praticas e costumes judaico como: Kipa, Tefilim, Talit,Mezuza , hábitos alimentares, Tzedaka etc. Relacionar esses valores dentro da concepção moral e ética do Judaísmo secular Humanista..
3.Ter aulas de hebraico.
4.Saber ler e entender o hebraico da leitura da Torá e estudar seu significado, tradicional e filosófico e aprender a parashat hashavua do dia do Barmitzva e seu significado.
5.Estudar para saber recitar no dia do Bat – Bar Mitzva o canto " Oseh shalom bimromav"
" Oseh shalom bimromav Hu ya'aseh shalom aleinu V'al kol Yisrael , V'imru, v'imru amen. Ya'aseh shalom, ya'aseh shalom Shalom aleinu v'al kol ha olam kulo, V'imru, v'imru amen, Ya'aseh shalom, ya'aseh shalom Shalom aleinu v'al kol ha Adam V'imru, v'imru amen.
"Que ele traga a paz as suas alturas, Que Ele possa trazer a paz sobre nós e sobre todo Israel, e diremos amém. Ele pode trazer a paz, Ele pode trazer a paz, a paz sobre nós e para todo o mundo e diremos amém. Ele pode trazer a paz, Ele pode trazer a paz, a paz sobre nós e paz para todo seres humano e diremos todos amém."
6.Estudar a Historia do povo Judeu e a criação do Estado de Israel e sua atualidade.
7.Escolher uma personalidade judaica que mais se identifica e estudar sobre ela e apresentar um resumo sobre o porque escolheu essa personalidade e falar um pouco sobre ela no ato do Bat Bar Mitzva.
8.Ler um livro sobre um tema judaico e fazer um pequeno resumo desse livro num sábado num almoço com toda a família.
9.Escrever um discurso baseado nos valores judaico para ser lido em publico no ato do Bat- Bar Mitzva.
10.Fazer uma pratica de responsabilidade familiar : Organizar sozinho um Kabalat Shabat para a família, incluindo a comida.
11.Fazer uma pratica de "Amor ao Próximo" : Ser voluntário pelo menos durante todo um dia numa instituição de caridade.
12.Fazer uma Pratica de Kashrut ecológica como: Plantar uma arvore, ou fazer uma horta no jardim de casa ou do bairro, limpeza de detritos nas praias , bosques e florestas, proteção de animais etc...
13.Fazer uma doação mesmo que simbolica a uma ONG ou instituição que o rapaz ou a Moça se identifique
.
O ato do Bat – Bar Mitzva

O ato do Bat – Bar Mitzva devera ser parte da finalização do processo realizado durante todo o ano.
O Ato do Bat - Bar Mitzva deverá estar totalmente concentrado no rapaz ou na Moça pois é uma prova do fortalecimento de sua identidade judaica.

• Local da comemoração : O Bat - Bar-Mitzvá poderá ser comemorado num Beit Hakinesset , no centro comunitário, num grande salão de festa ao ar livre. (em Israel em muitos Kibutzim a comemoração costuma ser feito no refeitório ou ao ar livre no gramado central do Kibutz.)

• A Data do Bat Bar Mitzva: Deve ser definido na data mais proxima do aniversario da Jovem ou do Jovem segundo o calendário judaico.

• Ter definido um Sheliach Sibur, More para acompanahar o ato da cerimonia do Bat-Bar Mitzva.

Cerimôniade Bat- Bar Mitzva

1. Abertura do Barmitzva : Palavras do Sheliach Sibur – More fala sobre a importância de ser Judeu – Judia e do Bat – Bar Mitzva . Se pode se ler um texto.

2. Apresentação do jovem ou a Jovem perante a comunidade e fala um pouco sobre suas raízes judaica familiar ( em base da pesquisa familiar feita durante o ano esse é o momento de poder homenagear alguém da família já falecido)

3. O Bat –Bar Mitzvando lê o primeiro segmento da Parashá - a Porção Semanal da Torá.

4. O Sheliach Sibur – More faz uma interpretação atual da parasha que esteja relacionada com a vida do Bat-Bar Mitzvando.

5. O Sheliach Sibur , More faz a leitura da Torá . e Convida em Ordem o Bat-Bar Mitzva, Pai ou Mãe, Avô ou Avó ou algum convidado(a) de Honra.

6. O Bat – Bar Mitzvando Faz o shema Israel junto com todo o Publico.

7. O Sheliach Sibur , More faz uma analogia do significado dessa tefila Shema Israel para o povo Judeu.

8. O Bat – Bar Mitzvando faz uma pequena apresentação sobre o personagem da vida judaica escolhido.

9. O Bat –Bar mitzva faz um discurso basedo nos valores judaico.

10. O Bat-Bar Mitzvando recitando ou canta " Oseh shalom bimromav" em hebraico e no final o sheliach sibur – More faz a tradução ao publico ao português.

11. O Sheliach Sibur – More Faz uma Bracha em homenagem ao Bat –Bar Mitzva

12. Palavras finais de agradecimentos de um representante familiar .

13. Se convida todos a ser parte da seada ( comida)

14. Durante a seada ( comida) se apresenta um pequeno video documentando o processo vivido pelo Bat – Bar Mitzva.

15. Musica para se alegrar e dançar.

16. Fim da cerimônia

Mazal Tov!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Yom Hashoa 19 de abril 2012 nas de Israel - Jayme Fucs Bar

São 8:45 da manha quinta feira do dia 19 de abril de 2012, Yom Hashoa , Um dia de sol super agradável , apois um dia anterior de (Hamasim) os ventos quentes que chegam do deserto sempre anunciando em Israel ,que um dia depois algo vai acontecer .
Saio para mais um dia de trabalho , uma reunião numa casa de café na cidade de Rechovot! No Rádio se ouve os depoimentos e as reportagens de sobreviventes, cartas traduzidas jamais lidas em publico, visita de filhos de sobreviventes nos campos de extermínios que buscam entender o impossível de se compreender, em cada depoimento vem sempre a lembrança de uma única palavra " Lizkor" Lembre! Não esqueça!
A Vida aqui em Israel neste dia é acompanhada de pensamentos profundos que confunde o ritmo acelerado que temos com vida, as reuniões, os compromissos de trabalhos, mais neste dia a mensagem é fria e clara e direta "Liskor" ! Lembre! Não esqueça!
Estou em Rechovot, para "Um encontro importante!"
Realmente um encontro sem nenhum valor comparado a esse dia!
Os pensamentos não me deixa a concentrar no tema da reunião, penso nos tios . tias sobrinhos e sobrinhas que ficaram na Polônia e jamais conheci.
Penso na pequena Hana Fuks da cidade onde nasceram meus avos ,em Brzeziny perto de Lotz , que sua mala apareceu em frente aos meus olhos na minha unica e ultima visita a Polônia em Auschwitz .
São 9:55 Minutos já não consigo me concentrar na conversa, peço para me retirar uns momentos, fico no lado de fora compenetrado nos pensamentos.
10:00 Chega o toque da sirene são 2 minutos de eternidade!
Observo as pessoas, os carros parados imóveis como se o tempo tivesse parado neste momento, observo os olhares tristes das pessoas, fico imaginando o que elas estão pensando neste momento.
São 2 minutos de eternidade, a Sirene é um grito desesperador, um suplicio sufocante!
Penso se a palavra " Humanidade" tem sentido depois da Shoa!
Penso se esse mundo ainda tem alguma chance de sobreviver da bestialidade humana!
Penso nas crianças que foram arrancadas dos braços de suas mães pelos carrascos Nazistas!
Penso em como viver como ser humano com dignidade num mundo que deixou de ser digno depois da Shoa!
Penso no estado de Israel, e o ato de sua criação e a esperanças trazido a um povo totalmente dilacerado!
Penso como esse povo consequiu se erque das cinzas, e das chamas do inferno!
Penso na forma que voltaram os sobreviventes a terra de Sion.
Penso que Israel é uma nova Bereshit (Genesis ) para o povo Hebreu , um novo chamado "LechLechá" Isso quer dizer “Vá a si mesmo”, isso significa caminhar em direção à essência da vida, e não perder as esperança que ainda existe ao povo Judeu ao ser criado o estado de Israel.
São 10:02 minutos, a Sirene se silencia , as pessoas e os carros estão de novo em movimento,volto para a reunião, e nada mais simbolico me diz Yonatan o meu companheiro de reunião. " Aqui a Vida continua".

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Judaísmo e Ecologia – Por Jayme Fucs Bar

Judaísmo e Ecologia – Por Jayme Fucs Bar Tza'ar baalei chayim é um termo usado hoje em Israel não somente entre rabinos ,mais também por muitas organizações ecológicas em suas campanhas de proteção ao animal e o meio ambiente. Esse termo antigo na cultura Judaica , que foi tirado da Torá que nos apresenta de forma muito sabia muitos "alertas" sobre esse importante tema. Consta no Talmud que o Criador , escolheu Moshê como líder do povo judeu observando a forma que ele tratava do rebanho de suas ovelhas , onde jamais abandonou seu rebanho ou permitiu que um único animal fosse abandonado e maltratado . Evitar o sofrimento dos animais, respeito ao meio ambiente , e o cuidado com a natureza faz parte integral do Judaísmo . Exemplo disso é como viveu os antigos Essênios em suas diversas comunidades, onde tinham uma grande preocupação em ser parte integral do meio ambiente, eram naturalistas, cooperativistas e acreditavam que a formula espiritual de se aproximar do Criador, seria na pratica e o respeito ao equilíbrio ecológico O Sábio do Talmud , nos observa que Adam e Eva foram vegetarianos, pois está escrito: "vegetais e frutas serão seu alimento" (Bereshit).e que o Criador somente permitiu carne a Nôach e seus descendentes após o Dilúvio . Esses sábios nos explicam que os seres humanos mesmo expulso do Eden ( o paraíso) , o Criador deu ao homem , ainda um nível espiritual bem mais elevado, da cadeia alimentar. O grande problema, que mais uma vez o ser humano não soube usar com dignidade esse livre arbítrio, essa " Dificil liberdade " perante aos outros homens e a natureza . O Dilúvio veio como forma do Criador tentar "concertar" o que estava errado e de certa forma nos dar uma nova chance de saber usar a nossas vidas com "sabedoria" e de respeitar a liberdade do outro . Os Sábios do Talmud nos afirma que apois ao Diluvio , os seres humanos, caíram de nível espiritual , se tornaram ligado à cadeia alimentar, como forma de saber se integrar como parte dela e não superior a ela . A humanidade parece que tinha descido em sua capacidade de influenciar o mundo animal através de ações, e assim foi necessário influenciar o mundo animal mais diretamente, ingerindo-os. Desta forma, a carne foi permitida a Nôach como parte do desvinculo de um ser mais elevado, de certa forma nos tornamos mais "animais" um desenvolução de nossa espiritualidade e uma elevação de nosso racionalismo materialista. O Interessante que mesmo com essa "permissão" de comer carne animal , depois do diluvio essa " liberdade " ainda estava condicionada a regras claras como: Não permitir caçar animal por esporte, se alguém vê um animal sofrendo é obrigação ajudar o animal. Não comer antes de alimentar os animais domésticos, Não causar sofrimento no animal em seu abate, Os animais devem descansar no sábado, Não abater um animal junto com seu filhote etc. Hoje em dia onde vivemos num mundo altamente racional e materializado ,existe uma interessante tendência de muitos judeus em Israel e no mundo a procurar da espiritualidade , muitos procuram essa espiritualidade, através da pratica da alimentação mais naturalista, como forma não somente de se " comer mais saudável" mais também de sentir um pouco do gosto de uma pratica de viver como Adam e Hava , "num mundo mais equilibrado espiritualmente ". Muitos dos Sábios Hebreus afirmavam que na chegada do Meshiach,os seres humanos retornarão ao Naturalismo de certa forma a idéia do Messiach é uma tentativa de voltar para o Eden, na qual tanto nos afastamos. Nesta grande espera do messiach das esperanças, dizia com muita devoção o sábio Yeshayahu Leibowitz (1994) "Ha meshiach Yavo U Yavo Aval kol Meshiach she Yavo U Meshiach Sheker". (O Messias vira ele Virá mais todo messias que chegar será um messias falso" )e ao perguntar ao Sábio Yeshayahu Leibowitz se não havia contradição em suas palavras ele dizia " Que o Messiach virá somente quando todos os seres Humanos possam evoluir para serem realmente livres." Devemos estar sempre atento que o ser humano é parte integral da "teia da vida", e não superior a ela , ao contrário somos totalmente dependente dela para a nossa sobrevivência. Somos todos inseparáveis desse elo com a natureza, que nos proporcionou o Criador .E cabe a nos seres humanos a saber usar com responsabilidade a nossa "Difícil liberdade" principalmente nestes novos tempos modernos, onde cuidar, educar e conservar a natureza é saber por em pratica a maior de todas as Mitzvot que é o amor ao próximo o Amor a Vida! "Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante." - Albert Schwweitzer ( Nobel da Paz – 1952)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O que é 'bikur holim'? Jayme Fucs Bar

Bikur holim é uma importante atividade " Uma Mitzvá" de visitar os doentes de sua comunidade. O Talmud revela que uma pessoa que visita um doente e ajuda a ele(a)a se recuperar da doença é como se estivesse ajudando toda a comunidade. È um ato de respeito ao proximo é uma postura de dignidade humana. Essa Pratica de Bikur Holim tornou-se uma atividade importante nas comunidades judaicas,e principalmente em Isrel, onde se pode ver orgaanizações judaica, que atuam nos hospitais visitando os doentes, oferecem chocolates e bolos ,musicos que tocam com seus instrumentos, e logicamento os palhaços que procuram tirar um sorriso. O Importante dessa pratica judaica é que voce visita um doente, apoia sua familia, mesmo sem conhece-los.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Tu Bshvat - A Festa da consciência das condições humanas! Jayme Fucs Bar

Tu Bshvat é um excelente oportunidade para se refletir de forma mais profunda sobre a nossa vida, onde devemos fazer neste dia um esforço intelectual, cognitivo e espiritual sobre tudo que nos cerca, que muitas vezes já perdemos o sentido e a relação como elas. Esse é o momento de parar para observar as plantas, a fauna , as arvores, as montanhas ,os rios e os mares, e fazer neste dia algumas perguntas sem realmente termos as respostas, pois o ato de perguntar sobre nos e a natureza é uma pratica pedagógica importante desta festa. " Como cuidar desse esplendor que é a natureza?" " Como fazer desse esplendor parte integral de nossa existência? " Há diversas formas de comemorar este dia tão especial em nosso calendário. Talvez a mais importante é refletir sobre essa magnifica imensidão que é a natureza, sem ela não somos nada ! Sem ela não existe á vida! Esse é um forte motivo para celebrar a data de Tu Bshvat. A Torá nos traz a sabedoria de relacionar a vida dos seres humanos a árvore. Nos dizendo "A Torá é uma árvore da vida para todos que a agarrarem." Tu Bshvat é a festa do desafio que, nos ajuda a entender que somos uma rede da vida muito complexa, que devemos tentar corrigir com nossa sabedoria o que deu errado no passado para poder garantir o futuro, devemos rever nossas concepções de vida e de existência em nosso planeta, e criar o conceito da cidadania ecológica. Tu Bshvat nos desperta a pensar sobre esse grande paradigma, que é viver num mundo de maravilhas tecnológicas, e do outro caminharmos para a destruição do nosso própio habitat. Somos realmente seres sábios, mais ainda muito primitivo na forma que nos relacionamos um com "outro", principalmente o "outro" a própia natureza. Em Tu Bshavat se comemora o aniversário das árvores para nos criar a consciência das condições humanas! Tu Bshvat , nos faz entender que não estamos acima da natureza, e devemos com humildade agradecer ao Criador pelo direito a esse grande esplendor que é a vida. Tu Bshvat nos faz despertar a sabedoria do preservar da natureza, plantar árvores, transmitir amor ao próximo, uma especial mitzva que você faz para si em nome de todos e de tudo que existe. Existe um lindo conto no Talmud que nos ensina: Que um dia um homem muito idoso estava plantando uma árvore. Um jovem passa e pergunta para ele, "O que você está plantando?" "Uma árvore de alfarroba", responde o velho homem. "Ora seu tolo," disse o jovem. "Você não sabe que levam 70 anos para uma árvore de alfarrobas dar frutos?" "Não há problema," disse o velho homem. "Assim como outros plantaram para mim, eu planto para as futuras gerações." Realmente linda essa mensagem do Talmud! Então! Vamos nos responsabilizar e fazer algo para as futuras gerações? Que Tal Plantarmos uma arvore em Tu Bshvat!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Israel está como os Profetas gostam! Jayme Fucs Bar – Kibutz Nachshon Agosto 2011

Israel como os Profetas gostam!
Jayme Fucs Bar – Kibutz Nachshon Agosto 2011

Estávamos sentados em volta da mesa no Kabalat Shabat Familiar, que fazemos todas as semanas , onde o tema central não podia ser outro a não ser as manifestações sociais que ocorrem em todo o Pais.

Meus filhos como parte ativa dessa juventude Israelense que sonha e espera por esperanças, eram os locutores principais dessa discussão, e para a surpresa de todos o meu filho Oren declara: "Esse ano vamos jejuar em Tish BAv!" A mesa toda ficou surpresa com esta afirmação! Jejum em Tisha BAv vem sendo estritamente um Jejum Ortodoxo, onde choram pela destruição do Templo.

A afirmação decidida do Oren, nos deixou mudos à espera de uma explicação até que ele nos esclareceu que parte dos Jovens que estão nessas manifestações entende que Tisha BAv não é somente dia o dia destruição física dos dois templos e sim o fim da autonomia e da independência Judaica na terra de Israel, e que essa autonomia foi perdida não somente pela força brutal dos impérios Babilônico e Romano mais sim pela (Sinat Hinam) Ódio Gratuito entre nós Judeus, que poderíamos traduzir esse termo antigo muito gritado nas praças publicas pelos profetas como falta de Justiça social, solidariedade e coexistência dentro do povo Judeu.

A grande revolução que fez o Movimento Sionista foi ter nos dado mais uma vez a oportunidade de reconstruir a nossa autonomia na terra de Israel depois de 2 mil anos , mais essa autonomia e independência deveriam ser aquela que está escrita na carta magna de sua independência, . "Um Estado Judeu da visão dos profetas, voltado para Paz ,solidariedade e Justiça social" e não a extravagancia, corrupção e ganancia dos Reis.

O "Reinado" de Benjamin Netanyahu e outros Reis anteriores vem nos ameaçando mais uma vez de destruição por causa da Sinat Hinam (Ódio Gratuito) entre Judeus.
Terminamos o jantar do Shabat bem tarde satisfeitos e otimistas com as idéias que o nosso filho Oren nos ofereceu nesta noite. O dia seguinte nos trouxe a grande surpresa! Perto de 300 mil pessoas foram expressar em Tel Aviv e outras cidades em Israel, o repudio à Sinat Hinam como parte da realidade da sociedade israelense .
Repudio e Jejum para reclamar por justiça social, para acreditar em novas esperanças, para lutar pelo direito básico de todos israelenses a terem o direito e dignidade a habitação e a educação.
Neste momento Israel está exatamente como os Profetas gostam !
Israel todo é um grito dos profetas dirigido ã consciência dos poderosos e dos políticos Israelenses. A prova disso foi a realização dessa manifestação, a maior na história de Israel. Um movimento iniciado por Jovens cansados de lutar nas guerras e de carregar o país em suas costas. Jovens que morrem por este país e agora gritam por Esperanças, Direitos, Paz e Justiça social.
O que começou há um mês continua crescendo e a adesão ao movimento rompe fronteiras das tensões politica, coisa comum neste pais. Pela primeira vez seculares, tradicionalistas e religiosos se unem às fileiras dos protestos. Famílias com suas crianças. Movimentos Juvenis. Ongs de todos os tipos. A Central dos estudantes, e a Central Única dos trabalhadores a Histradut .
As ruas e as praças das cidades de Tel Aviv e de Israel estão congestionadas por barracas e placas com slogan que falam de Justiça, solidariedade, e coexistência, e o Povo nas ruas grita: "O povo exige justiça social", "O povo contra a politica econômica do Governo"." Por mudança das prioridades econômicas" , "solidariedade e esperanças"
As Manifestações são pacificas somente Armadas com cartazes e muitas bandeiras de Israel e algumas bandeiras vermelhas relembrando o tempo da Israel social-trabalhista.
A Cara desse movimento é o retrato do jovem israelense que serviu o exercito e está ativo na reserva de defesa do pais ,e trabalha com suor, nas poucas horas livres que tem para pagar os altos preços de seus estudos e um aluguel de um pequeno quarto que divide com os amigos e ainda é taxado no final pelos altos impostos.
São esses Jovens que saíram em meados de Julho contra o aumento dos preços das habitações, e foram viver em barracas nas praças Publicas, como forma de exigências para a construção maciça de novas casas e apartamentos para se alugar a preços baixos . Surpreendente como esse movimento se espalhou como fogo para outras reivindicações na sociedade Israelense como: o aumento de salários , ensino gratuito para todas as idades, diminuição de impostos etc.
Neste surpreendente contexto surgem novos lideres e "profetas" na sociedade Israelense , um deles é o jovem presidente da associação de estudantes Itzik Schmueli. Num de seus discurso na manifestação em Tel Aviv. Disse " Nós, os jovens, apelamos pela mudança desse terrível sistema econômico que está implantado em Israel, ele é uma ameaça a todos e a própria existência de Israel" Schmueli, foi aplaudiu de pé.
Nas Praças Publicas de Israel estamos vivendo um novo momento de esperança para o povo de Israel, movimento liderado por uma juventude, que acordou do pesadelo e da ilusão do Neo liberalismo e que nos trás de volta os sonhos adormecidos de um novo Israel e fazendo desta terra um lugar onde os nossos profetas gostariam de estar!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Kidush Levaná /A Bênção da Lua – Por Jayme Fucs Bar Julho 2011

Kidush Levaná /A Bênção da Lua – Por Jayme Fucs Bar Julho 2011

Porque essa bênção mensal é recitada somente para a Lua, e não para os outros Astros como o Sol?
Porque o Sol apesar de grande, forte e poderoso não teve o mesmo status da lua? (onde se realiza uma bênção ao Sol a cada 28 anos , a próxima ocorrência será em 2037.)
Procurei algumas explicações que talvez nos ajude a responder esse paradigma desse mandamento de Kidush Levaná. - Bênção da Lua, mais importante não confundir que a idéia central do Kidush Levaná é a Obra do CRIADOR e não um culto a Lua. Onde o Rav Yoná, nos conta que quando saudamos a Lua, e como estivéssemos agradecendo ao CRIADOR por toda a sua obra aqui na terra e em todo o Universo.
Esse desigualdade dessa bênção entre a Lua e o sol talvez se explique , porque o Sol e algo que vemos e sentimos dia a dia, e a luz da Lua não. Outro motivo pode ser que o calendário judaico ė seguido pela a Lua , onde nos orientamos para a chegada das festas e das colheitas e plantios. outra razão a que eu pessoalmente mais gosto é a beleza desse astro, o mais perto de nosso planeta Terra, onde a luz da Lua ilumina a escuridão da noite, e desaparece para aguardamos a cada mês a sua volta para de novo ajudar a brilhar a noite e também os nossos corações.
A Lua é na verdade algo simbólico dos mais bonitos, que tem como objetivo de nos ensinar que acima de tudo existe uma força maior, que equilibra todo esse planeta e o nosso Universo, que temos que saber guardar e respeitar a obra do CRIADOR.
Não é de surpreender que o primeiro mandamento dado pelo CRIADOR ao povo judeu, mesmo antes do Êxodo do Egito, refere-se ao Rosh Hodesh - o novo mês - determinado pela Lua. Interessante também que nas orações do Shabat, recitamos, "pela manhã, cantarei Seus louvores, (mas) fé eu terei à noite".
Kidush Levaná faz parte da tradição Judaica ,A bênção da Lua é feita à noite, junto com toda a família ou comunidade, após o surgimento das estrelas. O Kidush Levaná é recitado quando a Lua está totalmente visível, e não é necessário, recitá-lo na presença de um minian de homens e mulheres , na verdade quanto mais gente melhor, pois esse Kidush deve ser realizado com muito amor e alegria.Nesta Bracha A boa dica é enxergarmos a Lua, sem ver a lua não tem graça nenhuma! o melhor mesmo é aproveitar esse momento ao ar Livre, e não esqueça de levar um delicioso vinho ou suco de frutas para o Kidush.
No Kidush Levaná, afirmamos o nosso agradecimento ao CRIADOR, pelo direito a Vida e a nossa responsabilidade humana, pois "Todos seres humanos são Iguais no mais amplo transcendentes, somos iguais desde a sua origem somos iguais na responsabilidade uns com os outros".
O Midrash revela uma explicação mística, para essa procura desse complexo caminho humano. Explica que a Lua tinha sido criada do mesmo tamanho que o Sol, mas teria reclamado a D'us: "O mesmo reino não pode ser regido por dois soberanos". Ao que D'us teria respondido: "Então, você, diminua em sua grandeza". A Lua a "reclamona" perdeu o seu esplendor original, mais ganhou em compensação o direito de ser saudada numa Bracha mensal, especialmente para ela, que nos ajuda lembrar e agradecer a obra do CRIADOR. . E O Sol? Neste caso terá que esperar a cada 28 anos ou ate a chegada do Meshiach .
Uma exemplo de Kidush Halevaná
"Bendito sejas Tu, rei do universo, que criaste a vida, os céus e todos teus exércitos com o sopro de sua boca e também ordenou que a Lua seja renovada mensalmente com uma coroa de Gloria.
Bendito sejas Tu, o ETERNO que renova os meses, e nos trás as estações do ano, e a cada mês o Esplendor da Lua.
Bendito sejas Tu, o ETERNO o CRIADOR da vida!
Bendito sejas Tu, o ETERNO o CRIADOR da Natureza!
Bendito sejas Tu, o ETERNO o CRIADOR da Lua que ilumina a escuridão e trás a harmonia e o amor aos nossos corações "

Por Jayme Fucs Bar Julho 2011

domingo, 3 de julho de 2011

Desafios do Judaismo para o sec XXI por Jayme Fucs-Bar

Desafios do Judaismo para o sec XXI por Jayme Fucs-Bar

*Este artigo foi escrito em fevereiro 2008 e revisto para o contexto de 2011


Jayme Fucs-Bar

Jerusalem 1 de Julho 2011

"Não só somos povo, terra , Diáspora, religião, cultura ou filosofia, somos um pouco de tudo ,pois somos uma Civilização". Acho essa visão do Modechay Kaplan brilhante e atual nesse novo momento, onde o judaísmo em geral está sendo absorvido por um novo Desafio de valores que é a globalização, exatamente como foi na revolução francesa,o iluminismo e a revolução bolchevista nos últimos 200 anos.
No Conceito clássico do judaísmo Moderno das “Eras das Revoluções” Nos Judeus seculares,tínhamos definições ideológicas ,"claras" como ser sionista, ou anti sionistas ,bundistas, Troskistas,liberais ,direita ou esquerda.

Com a Globalização o judaísmo pós moderno nos deu a possibilidade de ser um pouco de tudo,somos um judaísmo individualizado,onde se legitima ser sionista na diaspora e de ser comunidade em Israel,de freqüentar o Beit Lubavith no shabat, fazer o barmitzva com o rabino conservador ,converter a esposa ou o marido na sinagoga reformista, incentivar os filhos a participar de um movimento juvenil de esquerda,apoiando ardente a politica dos partidos de direita em Israel .
Isso tudo se torna uma grande coerência neste judaísmo individualizado. Pertencer a tudo ao mesmo tempo não ter compromisso com nada.

O judaísmo virou um grande Shopping Center neste novo século , onde o "cliente" ( o Judeu), escolhe o judaísmo como se fosse um produto de mercado.
Ser judeu no mundo global é algo pessoal,individual não mais te exige a pertencer a um “clube ideológico” ou vestir uma só camisa ou ter uma só bandeira. Grande parte dos judeus no mundo global são Judeus "camaleões",sendo legitimo ter varias identidades judaica conforme o momento,a situação e o gosto pessoalde cada um.


Esse Espaço Aberto sem fronteiras criadas pela globalização levará sem dúvidas a transformação do judaismo e do estado de Israel. Ele abrirá novos caminhos judaicos, permitirá criar novos marcos de Judaísmo,novas correntes,novas sinagogas,novos rabinos, novos modelos de vida comunitária,novas culturas e novos judeus ,sobretudo criará uma nova visão de relações entre comunidade e o estado de israel.

Esse judaísmo pós Moderno já é parte de uma rede planetária, onde cada um pode manter uma relação virtual imediata com o seu mundo judaico, possibilitando inclusive que cada um crie e participe de sua própia comunidade judaica virtual, produzindo de forma independente cultura, valores e conhecimentos judaico.

A revolução Global levará ao mundo judaico à procurar uma nova redefinição de suas identidades, terá novas formas de se manifestar como judeus, criara uma nova relação com Israel, já sentido fortemente nas novas manifestações, e nas tendências de comportamento das comunidades judaicas e dos judeus.

Uma dessas tendências está na revisão da centralidade de israel, que para muitos dos judeus o Movimento sionista cumpriu o seu papel na história, e Israel se tornando mais um importante centro judaico no mundo e não mais o único.

Para os judeus seculares da Esquerda Sionista, Israel foi uma necessidade histórica do passado, que não conseguiu cumprir o seu papel moral e ético com a questão palestina, deixando a desejar de ser para o mundo um “ Or la Goim” A Luz a humanidade, em muitos casos Israel continua a ser para esse grupo um importante centro, porem sua realidade politica se tornou Inaceitável.

Para a direita fundamentalista e ultra nacionalista, o judaísmo e Israel são fruto de uma visão messiânica, são contrário a qualquer tendência de mudança que possa ameaçar sua visão messiânica, onde acreditam que para alcançar seus objetivos deverão usar todos os seus recursos, e essa postura já teve sua prática no assassinato de Yzzak Rabin,as ameaças que sofreu o ex. primeiro-ministro Ariel Sharon na devolução de Gaza, e as atuais leis anti democráticas e posturas racistas de lideranças rabínicas contra os laicos judeus e a população árabe israelense.

Para a direita liberal nacionalista, o estado de Israel vive numa permanente realidade geopolítica de ameaça de sua existência, vê o processo de paz como uma ameaça aos seus direitos históricos da "grande Israel",apoiando e incentivando a colonização de novos assentamentos judaicos nos territórios ocupados em 1967.
Criando para sua sobrevivencia politica, frentes com a direita religiosa ultra nacionalista que tem em comum a "grande Israel"

Para os grupos Ortodoxo não sionista, o estado judeu foi um desastre da sua experiência secular, esses grupos usam o termo “Israel é o Lugar de Goim( leigos) que falam Hebraico” essa mesma tendência nega Israel como um “Centro judaico Moderno”,Nega as suas leis,e Israel é para esses grupos um Centro Espiritual Bíblico.


E finalmente a postura mais popular nos dias de hoje entre os grupos dos judeus das comunidades, é de um lado um forte apoio a existência do estado judeu e a seu governo. Para esse grande grupo Israel é um refugio pessoal em caso de momentos difíceis, e do outro lado esses grupo se relacionam com Israel como uma antítese de sua própia missão criadora de garantir a existência e a segurança física para os judeus, considerando Israel o lugar mais inseguro no mundo para se viver como judeu,porem “um bunker pessoal necessário”.

A Globalização continuará criando novas perspectivas e avanços tecnológicos para o mundo, porém estará criando profundos abismos e paradoxos para a humanidade, sua tecnologia e economia global estará promovendo novos-ricos, mas estará deixando um grande rastro de nova pobreza, marcado principalmente na classe media judaica, cada vez mais empobrecida, e em conseqüência as novas crises econômicas, que promovera o surgimento de um novo êxodo judaico, não mas para Israel e sim para novos centros judaicos como Alemanha, Espanha, Australia e Canada.


Com certeza o Judaísmo caminhara para um novo rumo, possibilitara a legitimidade da existência de novas correntes judaicas,e criara novas definições de ser judeu, terá novas comunidades, novos rabinos, novos Judeus que se manifestarão em estruturas comunitárias judaica totalmente autônomas e independentes da tradicional.

A Globalização nos levará a um novo conceito de judaísmo secular,porem o judaísmo religioso criara novas barreiras para se proteger,da influência desses valores da globalização. O judaísmo religioso será ainda mais fechada e dogmático, colocara a margem milhares de judeus,que terão como desafio de criar para sobreviver como judeus sua propia alternativa judaica secular.

Nós judeus seculares, temos que saber como enfrentar esses grandes obstáculos neste próximo século, entre tantos e outros que já enfrentamentos, estará a necessidade de uma definição mais clara desse conceito "judaismo como Civilização". Neste processo o filósofo e sociólogo judeu Edgar Morin nos da uma pequena dica, numa definição brilhante de como chegar a essa civilização.

“ Para chegarmos à civilização mundial, seria preciso que fossem conquistados grandes progressos do espírito humano, não tanto de suas capacidades técnicas e matemáticas, não apenas no conhecimento das complexidades, mas em sua interioridade psíquica”.


Jayme Fucs – Bar
* Este artigo foi escrito em fevereiro 2008 e revisto para o contexto de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sheva Dibrot de Noah."Os Setes Mandamentos de Noah para Reger a Humanidade" Por Jayme Fucs Bar

Sheva Dibrot de Noah.
"Os Setes Mandamentos de Noah para Reger a Humanidade"
Jayme Fucs Bar
Junho 2011

Sempre tive lindas recordações na infância sobre a Historia de Noah, era a minha historia preferida da Bíblia, Pela alegoria da figura de Noah com sua grande túnica e barba branca, construindo a sua Arca cercada de animais a espera da chegada de um Diluvio.

Com o tempo essa Arca, Noah e seus animais começaram a ter um novo sentido e novos significados,em minha vida ,me trazendo um sentimento de pena e tristeza ao sofrimento do própio CRIADOR. Ver esse Todo poderoso, manifestar sentimentos humanos, de frustração e decepção por sua própia criação, e vai ele com muita furia tentar reorganizar o que o deixou magoado.

"O Senhor viu que a maldade dos homens era grande na terra, e que todos os
pensamentos de seu coração estavam continuamente voltados para o mal.
"O Senhor arrependeu-se de ter criado o homem na terra, e teve o coração ferido de íntima dor. E disse: “Exterminarei da superfície da terra o homem que criei, e com ele os animais, os répteis e as aves dos céus, porque eu me arrependo de os haver criado.”Genesis

Realmente o CRIADOR vai estar muitíssimo arrependido de sua obra. A sua criação " o homeme a Mulher" se desconectaram do seu elo sagrado e se transformaram em seres corruptos, maldosos,e violentos.

O CRIADOR vai querer tentar concertar o que já não tinha jeito, o que o leva procurar entre todos um justo, e nesta dificil tarefa ,vai achar a figura legendaria de Noah junto com sua familia, as únicas figuras humanas que poderiam cumprir esse difícil legado de ajudar ao CRIADOR a descobrir uma nova formula para dar uma nova chance para a Humanidade.

Noah e sua família , vão cumprir essa tarefa exatamente como será determinado pelo CRIADOR e ao retornar em Terras firmes, O CRIADOR fará um "Pacto com Noah" na verdade um novo Pacto com a Humanidade , será o que chamamos as 7 Dibrot (mandamentos) que devera reger todos os seres humanos desse planeta, a carta "universal dos direitos humanos bíblico" .
Será essa carta uma nova chave para podermos abrir as portas e fazer uma nova tentativa de regressar de volta ao Eden (paraíso).

Os 7 Pilares é uma tentativa de nos orientar para sabermos como nos relacionar um com o outro e com o diferente, vai procurar nos ajudar como civilização humana a nos humanizar, e nos reeducar, e nos colocar limites para nos afastar de tudo que nos leva a destruição, violência e corrupção.



Esses 7 Mandamentos Nos vai ensinar que a Vida é sagrada, que todos os seres humanos são sagrados, que os animais são sagrados, que a terra com suas montanhas.s rochas, e areias são sagrados,que as Arvores, os vegetais e toda a flora são sagrados. que as água, da chuva, dos rios,dos lagos, das cachoeiras, e dos mares são sagrados, que a Luz do dia e das estrelas e mesmo a escuridão da noite também são sagrados .

As Sete Dibrot" (Mandamentos) de Noah para reger a Humanidade.
1. Reconheça que existe apenas o ÚNICO que é Infinito e Supremo acima de todas as coisas comuns.Ele rege e equilibra a harmonia e as energias de todo o universo
2. Respeite o Criador da vida. Mesmo em horas difíceis de raiva ou frustrações, saiba que a sua vida e a de todos é sagrada.
3. Respeite a vida humana. Todo ser humano de ser respeitado, Se você salva uma vida é como salvar o mundo inteiro. Se você destrói uma vida é como destruir um mundo todo
4. Respeite a União entre o Homem e a Mulher. A União entre o Homem e a Mulher e o símbolo da continuidade da Vida, O amor é um reflexo da unicidade do CRIADOR sobre a Sua criação. Respeite sua Mulher, respeite o seu Homem.respeite seus filhos.
5. Respeite os direitos dos outros, de ter idéias, crenças, culturas, nacionalidades e religiões diferentes das suas. Seja solidário e honesto em todos os seus atos com o outro, saiba que você existe porque o outro existe.
6. Respeite a Natureza e todas as criaturas vivas. não estamos acima da Natureza, não temos o direito de destrui-la e causar sofrimento e destruição desnecessário a qualquer criatura viva desse planeta.
7. Promova a justiça,, a paz e a solidariedade entre seres humanos. Não existe legitimidade para qualquer tipo de guerras, violências e a atrocidades humana..

terça-feira, 31 de maio de 2011

Proposta de uma cerimonia de Havdalá do Judaismo Humanista - Jayme Fucs Bar

Proposta de uma cerimonia de Havdalá do Judaismo Humanista
Elaboração , Pesquisa e texto de Jayme Fucs Bar
2011

1. Mestre da cerimonia deverá fazer uma Drasha ( comentários) sobre temas e assuntos ligado a Havdala para abertura da Cerimonia:
Abaixo um exemplo de uma Drasha sobre os
Essênios e sua relação sobre a idéia do conceito "
Havdala".

"Conta-se que o antigo grupo de hebreus os essênios, se consideravam os Bnei Haor "filhos da Luz " viviam em comunidades retiradas de qualquer influencia estranha aos seus valores judaico, suas comunidades se chamavam Yachad -"juntos" eram um grupo muito especial em sua época , pois viviam num sistema comunal , onde havia uma grande solidariedade e ajuda mutual entre todos os membros. Eram um grupo altamente espiritualizados, procuravam através dos 5 elementos vitais da Natureza a Luz, a Água, o Fogo, a terra e o ar o segredo para se aproximar do Criador.
Um desses exemplos era a sua peculiar forma de receber e comemorar o shabat, onde se reuniam toda da comunidade para receber as primeiras luzes das estrelas, , realizavam uma refeição especial , e depois sob a luz de velas passavam a noite se dedicado para estudar e discutir sobre os mistérios da Torah . Pela manha ainda bem cedo acordavam para receber as primeiros raios de Luz desse novo dia, e ao entardecer todos os membros da comunidade "BeYachad" juntos se encontravam para observando o céu a procura das primeiras estrelas para se despedir do Shabat .
Os Essênios através da luz das estrelas agradeciam ao criador por esse dia sagrado que separava as suas vidas entre O Espiritual e o Material .Os Essênios acreditavam que neste especial momento de Havdala entre a luz do dia e luz da noite, poderiam ajuda-los a entender o segredo da vida e os aproximando do explendor do Criador .
2. Agora o Mestre da cerimônia convida todos a sair para um lugar aberto, (Se assim for possível) ou olhar pela janela ou mesmo imaginar as primeiras estrelas que brilham no céu.
E declara .
"O Fim do Shabat se aproxima, em sua partida, não podemos deixá-lo sair despercebido. Sua retirada também devera ser anunciada por todos . Procuremos a luz das estrelas que esta brilhando no céu , e agradecemos a esse especial momento de podermos estarmos juntos, aqui reunidos em comunidade, ao lado de nossas familia ,entre amigos se confraternizando com esse especial momento que é a Havdala ."

3.Mestre da cerimônia convida uma Pessoa para fazer a Bracha a bênção tradicional.
(Ele (a) erque um calice de vinho ou de qualquer suco de frutas, e pronuncia:
" Baruch, hamavdil ben côdesh lechol" - ("Bendito é Ele que separa entre o sagrado e o comum.") Amem
E todos repetem :
"Baruch, hamavdil ben côdesh lechol" ("Bendito é Ele que separa entre o sagrado e o comum.") Amem
4.Mestre da cerimônia convida uma outra pessoa para uma segunda Bracha (bênção) em Português:
Ele (a) ergue um cálice de vinho ou de qualquer suco de frutas,e pronuncia:
"Desejando a todos uma nova semana de Paz, tranqüilidade, saúde e Sucesso na realização de nossos compromissos e obrigações, que tenhamos a sabedoria para saber separar no nosso dia a dia do que seja sagrado ao profano." Amem




5. O Mestre Convida alguém para acender e fazer a Bracha Tradicional: (As Velas da bracha do fogo podera ser trançada ou, juntando as chamas de duas velas)
"Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu, Mêlech haolam, borê meorê haesh." Amem
"Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que cria as chamas do fogo". Amem
6. O Mestre Convida alguém para acender e fazer a Bracha em Português ( As Velas da bracha do fogo poderá ser trançada ou, juntando as chamas de duas velas)
"Faremos uma bênção da Luz.
Luz tão importante em nossas vidas .
Que com Luz seja iluminado os nossos atos
Que com Luz realizaremos atos de bondade e calor humano.
Que com Luz possamos proporcionar a alguém esperanças "









7- O Mestre da Cerimonia Pega o cálice com o vinho na mão esquerda e, na direita, segura-se a caixa contendo cheio de fragrâncias : Exemplo: Lavanda, Rosa, Rosemary, Luiza, Menta ,jasmine, canela) etc.., recitando a seguinte Bracha bênção: tradicional.
"Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu, Mêlech haolam, borê minê bessamim." Amen
"Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que cria diversos tipos de especiarias aromáticas. " Amen
8- O Mestre da Cerimonia convida Um (a) Jovem, para ler uma Bracha bênção em português:
"Nesta nova semana vamos Procurar ter mais sensibilidade para observar e sentir os contrastes da natureza como: A Luz , A escuridão, A Água , O fogo, A Terra e O Ar."
"Nesta nova semana Vamos procurar fazer o Bem preservando e produzindo coisas para o mundo, se afastando do ódio, da destruição, dos conflitos , das violência e das ganancias."
Nesta nova semana Vamos Procurar a ser mais justo com a natureza ser mais paciente com a família, mais pacifico com o outro, mais solidário com o diferente, mais tolerante no trabalho, mais carinhoso com a esposa com o Marido e com os filhos.
Nesta nova semana Vamos ser corajosos para rejeitar as opressões, e as guerras no mundo, Exigir a Paz em Israel , defender que todos no Brasil tenha o direito a educação ,saúde, liberdade e a dignidade humana.

9- Depois O Mestre da Cerimonia realiza uma atividade onde convidamos algumas crianças a decifrar com os olhos fechados as diversas fragrâncias,presenteando cada participante com um pequeno ramo de flor.
10- O Mestre da cerimonia passa para todos a cheirar as especiarias, e cada um no ato de cheirar declara ao outro ao seu lado "Shavua Tov"
11 - E o mestre da Cerimonia finaliza a Havdala com essas palavras.
"Saldamos a todos os seres Humanos que sejam capazes de distinguir , entre justiça e miséria , entre a Paz e Guerra, entre liberdade e autoritarismo, entre educação e ignorância, entre solidariedade e violência, entre esperança e conformismo, entre Amor e ódio Entre Sagrado e Profano.
Desejamos a todos Shavua Tov!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Exemplo de cerimonia do Kabbalat Shabbat do Judaísmo Humanista

Exemplo de cerimonia do Kabbalat Shabbat do Judaísmo Humanista .

Elaboração, pesquisa e texto de Jayme Fucs Bar - Maio 2011


1 . Abertura: palavras citadas pelo mestre da cerimônia.


Sejam Bem vindos ! Shabat Shalom a Todos!
Este é o momento da semana , a hora da transição, o momento onde paramos o nosso ritmo semanal que foi repleto de trabalho, compromissos, tensões, e preocupações.
Esse é o momento e a hora de receber o Shabat, de fazer desse dia um dia especial , diferentes dos outros dias, um dia para estarmos juntos com a família, entre amigos, em nossa comunidade.

2. Bracha para humanidade (mestre da cerimônia convida alguém a fazer a Bracha humanidade)

"O Shabat é um dia com a família. É o momento em que estamos a honrar todas as famílias , todos os pais e avós são a nossa família. O povo judeu é a nossa família. O Povo brasileiro é nossa família.
A raça humana é a nossa família. Nós recordamos neste dia o direito de todo ser humano em ter um dia de descanço ter o seu Shabat".(Trad.do texto do Rav Sherwin T. Wine)

3. Mestre da cerimônia convida alguém a fazer a Bracha das velas de Shabat . Se diz em Hebraico a reza tradicional e depois uma bracha em Português

"Baruch atta Ado noy Elo hai
nu Melech ha'olam asher kid
sha nu b'mitz vo tav v'tzi vanu li
had leek ner shel Shabbat Kodesh"(Amein

"As luzes do Shabat são um símbolo de esperanças, onde desejamos que o seu brilho possa levantar o espírito de toda a humanidade, e as luzes do Shabat possa entrar em nossos corações fazendo iluminar o mundo de paz, de solidariedade e a justiça" Amein. (trad. do texto da Rav Sivan Mass)

4. Musica adon Olam – Banda Le chaim NIGUN CEARENSE

http://www.youtube.com/watch?v=3bo-afLR1Q&feature=player_embedded


5. poema : ( mestre da cerimonia le o poema) Credo - Shaul Tchernichovsky

Ri, ri de todos os meus sonhos!
O que sonho será realidade!
Ri por eu acreditar nos homens,
E por acreditar em ti.
Minha alma pede ainda uma liberdade,
Que não se troca por bezerros de ouro.
Porque ainda acredito nos homens,
E no seu espírito forte e corajoso.
E no futuro acredito
Que ainda distante, ele virá
Quando nações abençoem outras
E paz por fim a terra encherá.

6. (mestre da cerimônia convida alguém a fazer a Brachot do Vinho primeira tradicional em Hebraico , segunda em portugues

"Barukh atah Adonai, Eloheinu, melekh ha-olam
borei p'ri hagafen" (Amein)

"Abencoamos Todos os agricultores!
abençamos a terra!
abençamos a mãe natureza, por nos oferecer o fruto da videira"(Amein

7. (mestre da cerimônia lê a Etica Judaica: trechos do texto de Bernardo Kliksberg


"Para a ética judaica, um princípio básico da mensagem moral transmitido ao povo judeu é o de que somos responsáveis uns pelos outros. Para a ética judaica é proibida a indiferença ao sofrimento de outros.

Para a ética judaica, a pobreza não é um problema apenas dos pobres, mas de todos. Leibowitz observa que os profetas dizem “Não haverá pobres entre vós”. Não estão dizendo o que irá acontecer, mas o que deveria acontecer. Sua voz não é de oráculo, senão de exigência moral. Para que não haja pobres, a sociedade deve tomar algumas medidas. Diante daqueles que, na América Latina, atribuem a pobreza dos pobres a eles mesmos, o judaísmo se revolta porque considera tal atitude uma injustiça..
Para a ética judaica as grandes desigualdades são severamente censuradas pelo judaísmo. Os profetas questionaram-nas implacavelmente e julgaram moralmente os poderosos que as fomentavam..

Na ética judaica, ajudar os outros é um dever imprescindível. Como tal, não merece nenhum prêmio nem reconhecimento. O Rabino Abraham Y. Heschel diz que ajudar é simplesmente “o modo de viver correto”. O prêmio está em viver-se desta forma.

A ética judaica está viva e fresca, podendo ajudar a enfrentar o “desencanto do mundo”, o “vácuo dos sentidos” e a inadiável conscientização dos paradoxos da grande pobreza em meio à riqueza potencial que particularizam a América Latina e o mundo. A mensagem deste conjunto ético foi dita pelo sábio do Século I, Hillel: “Se eu não for por mim, quem o será?” significa dizer que todos devemos defender nossa saúde, nossa vida, nossa família; somos insubstituíveis nisto. Mas, acrescentou: “E se eu for somente para mim?”, significando que a vida sem solidariedade, responsabilidade pelo destino de outrem, amor ao próximo, transcedência, não faz sentido. Finalizou: “Se não agora, quando?” O que espera a ética judaica de cada um de nós é que entremos em ação, agora!"

8. Musica : OUVE ISRAEL (Shema Israel) Sarit Hadad

http://www.youtube.com/watch?v=PU_7lTYkRmw&feature=player_embedded


9 . (mestre da cerimônia convida alguém ler o Poema de Abraão Josué Heschel,

No sábado

Em o tempestuoso oceano do tempo e trabalho existe uma pequena ilhas de silêncio
onde o homem pode entrar nela num porto seguro e se recuperar com dignidade. Essa ilha é o sétimo dia o sábado
um dia de separação das coisas
materiais para nos aproximar de nosso espírito.

10. (mestre da cerimônia le "Somos todos os Fiés."(Jayme Fucs bar)

"Existem aqueles que acreditam que Deus escreveu a Torá. Existem aqueles que acreditam que foi escrito pelo homem. Existem judeus que acreditam em Deus, Existe Judeus que acreditam no ser Humano.
Todos somos iguais, perante a Deus ,Todos somos iguais perante ao Homem!
Acreditamos que a Torah ė a saga Humana de nossa cultura e civilização. A Torah é o dialogo entre o Homem e Deus, O Homem com o Homem o Homem com si própio.
Sejam Bem-vindos a essa comunidade!
Sejam Bem Vindo Todos aqueles que se identificam como judeus!
Sejam Bem-vindos Todos aqueles que não são judeus!
Sejam Bem-vindos a essa casa do saber, que se aprende a respeitar um ao outro, pois somos fiéis a nossa crença judaica, a crença nas responsabilidades dos seres humanos em resolver os problemas humanos."


9. (mestre da cerimônia convida alguém a fazer a Bracha do Pão: Primeiro em Hebraico a tradicional depois em portugues

"Barukh atah Adonai, Eloheinu, melekh ha
olamhamotzi lechem min ha'aretz." (Amein).

"Abençoamos o trigo!
Abençoamos o pão que seja de abundância
para toda a Humanidade!
Pedimos uma bênção de Paz a Israel e a seus vizinhos!
Pedimos bondade generosidade e compaixão entre todas as nações e povos do Mundo!" . (Amein)



10.Finalizamos com uma canção : Yeni mah tov umanaim

http://www.youtube.com/watch?v=CDOLZCLvCpI


שבת שלום! Shabbat Shalom!


Jayme Fucs Bar Maio 2011